Foto: Evandro Freitas.
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VOLTA REDONDA

Atualizado às 23h37min.
Vereadores aprovaram, por 18 votos a favor e 2 contra, a criação da 19ª secretaria do governo do prefeito Neto, em Volta Redonda, no Sul do Rio. A matéria foi aprovada na sessão semanal da noite de terça-feira (25). A mensagem do prefeito, em urgência e preferência, cria a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMDP).
Os votos contrários foram de Jari (PSB) e Rodrigo Furtado (PSC). Furtado ainda justificou dizendo que seria uma incoerência criar uma secretaria nesse momento “em que muitos passam necessidade”. A pasta vai ser promovida da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência, antes incorporada a secretaria de Ação Comunitária, em que o irmão do prefeito é secretário. O indicado para o cargo, como já noticiamos, é o vereador Pastor Washington (Republicanos), que é pai de um jovem portador de deficiência auditiva.
 – Eu vou fazer de tudo para dar a todos a palavra inclusão, para inclusão sair do papel, porque hoje é só balela. Vou fazer de tudo para levar até eles os direitos que a Constituição diz, mas eles não têm”, defendeu o pastor. Quem deve assumir a cadeira no Legislativo, é Edinilson Vampirinho, também do Republicanos.
A mensagem prevê a criação do cargo de secretário, estando o titular da pasta autorizado a requisitar servidores da própria administração para compor seu quadro. Ao mesmo tempo, foram extintos três cargos, dois no Gabinete de Estratégia Governamental e um na Secretaria Municipal de Ação Comunitária.
“Não está tendo aumento de despesas, não é um cabide de empregos”, disse Edson Quinto (PR). “Tenho certeza que a gente vai ter bons frutos”, disse o vereador. Além disso, os vereadores aprovaram, por 17 a 3, a mensagem do prefeito Neto que trata da estrutura organizacional do Serviço Autônomo Hospitalar (SAH), responsável pela administração do Hospital São João Batista.
A mensagem mudou a lei municipal 5.367, de julho de 2017, que subdividiu a direção geral em duas direções. A médica e a administrativa. “Hoje verificamos que as diretorias Médico Assistencial e Administrativa, com competências diversas e diferentes, precisam ser lincadas à uma direção geral, de forma a promover uma gestão unificada de ações no âmbito do Serviço Autônomo Hospitalar”, justificou o prefeito na mensagem encaminhada ao Legislativo. Nada mais é do que outra “jogada” política para que Hállison, que chegou a deixar o cargo de vereador para Guilherme Sipe assumir, voltar para o governo e deixar a cadeira para suplente. É só aguardar a sanção das mudanças para ver o vereador sair novamente e o suplente assumir.

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