Assim caminha a humanidade: VIOLÊNCIA
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ANDRÉA GOMES

Atualizado às 09h30min.
Venho observando nos noticiários os diversos casos de violência contra mulheres e crianças. Para onde estamos caminhando? Se agora a moda é violentar quem te contradiz e se isto passar a ser normal. Estamos preparados para isso?
A pandemia liberou uma espécie de enzima negativa ao ser humano que é contrariado? É a impressão que tenho.  Quando um dos cônjuges decide que não quer ficar neste relacionamento o outro vislumbrando a solidão, pensa que pode prender a outra pessoa junto a ela de forma incisiva protegendo-se assim de seu provável futuro solitário. Outros, pagam pelo amor que conhecem pela internet como se compra no Mercado Livre.
O que está acontecendo com as pessoas? O filósofo Zygmunt Bauman, na trilogia de um mundo em que tudo tem sido “líquido”, ele fala sobre o mundo líquido, a vida líquida e olhando a sociedade dá para entender, nada dá liga, nada tem consistência ou ponto de apoio e equilíbrio. As mães, em uma espécie de hipnose, resolveram matar quem elas deveriam proteger, como assim?
Se uma pessoa é condenada por matar a outra sem dar chance de defesa a vítima, O QUE falar sobre essas mulheres que receberam a nomenclatura de mãe para entrada em um hospital? O QUE falar para as mulheres que sonham em ter seus filhos e não podem, porque a natureza do corpo dela reage de outra forma.
O que fazemos, tem impacto sobre as pessoas, o seu ego pode estar servindo de obstáculo para que você não cresça.  De acordo com o autor Ryan Holiday na obra dele, “O Ego é Seu Inimigo” ele explica que “o orgulho retira o gume do instrumento que precisamos usar se quisermos sucesso: a mente”.
A capacidade de aprender, adaptar-se, ser flexível, construir relacionamentos, tudo isso é completamente embotado pelo orgulho. O mais perigoso é que isso tende a acontecer logo no início da vida, ou senão ao longo dela, quando somos invadidos pela prepotência dos principiantes. Só mais tarde você se dá conta de que aquela pancada na cabeça foi o menor dos danos. O orgulho pega uma conquista desimportante e faz com que pareça um grande feito. Ele se deleita com nossa suposta esperteza e talento, como se o que já exibimos não passasse de uma vaga ideia do que está por vir. Desde o início, ele coloca um obstáculo entre aquele que o possui e a realidade, mudando de maneira sutil e lenta suas percepções do que algo é ou não é. São essas opiniões fortes, com bases muito frágeis em fatos e conquistas, que acabam nos desviando em direção à ilusão ou coisa pior. O orgulho e o ego dizem: “Sou um empreendedor porque comecei sozinho. Vou vencer porque, no momento, estou na frente. Sou um escritor porque publiquei algo. Sou rico porque ganhei algum dinheiro. Sou especial porque fui escolhido. Sou importante porque acho que devo ser”.
Mais cedo ou mais tarde, todos nós cedemos a esse tipo de rótulos gratificantes. Contudo, toda cultura parece produzir palavras que alertam contra isso. Não conte com o ovo que a galinha ainda não botou. Não coloque o carro na frente dos bois. Não cante vitória antes do tempo. Não atire foguetes antes da festa. Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz. O orgulho precede a queda. Chamemos essa atitude pelo que é: fraude.
Se você está fazendo seu trabalho e se dedicando, não precisa trapacear nem buscar mais compensações do que merece. O orgulho é um usurpador inteligente. Quando jovem, John D. Rockefeller praticava um diálogo consigo mesmo todas as noites. “Só porque começou bem”, dizia ele em voz alta ou escrevia em seu diário, “você acha que é um comerciante e tanto, cuidado! Ou vai acabar perdendo a cabeça — vá com calma.”
Se continuar a fazer as mesmas coisas como sempre fez, terá sempre os mesmos resultados. Mude, mas mude agora. Estabeleça estas mudanças, BOAS, a sua rotina e seja hoje, melhor do que você foi ontem. Até a próxima, pense e reflita.

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