Atualizado às 14h22min.

RODRIGO MATIAS
Que Estados Unidos e Rússia estão mais interessados no petróleo venezuelano do que no bem-estar da população daquele país, é um fato.
Recentemente uma rede internacional de informação noticiou: “POR TELEFONE, PUTIN E TRUMP DISCUTEM CRISE NA VENEZUELA E POSSÍVEL ACORDO NUCLEAR”. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou, na primeira semana de maio, por mais de uma hora ao telefone com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre a situação na Venezuela. Além de Ucrânia, Coreia do Norte e um possível novo acordo nuclear que incluiria a China.
A conversa foi revelada pelos porta-vozes da Casa Branca, Sarah Sanders, e do Kremlin, Dimitri Peskov. Por enquanto, apenas o governo americano divulgou detalhes sobre o conteúdo do diálogo entre os dois presidentes.

A Rússia não deu mais informações

Sanders afirmou que Trump reiterou a Putin a necessidade de uma “transição pacífica” na Venezuela, que vive grave crise desde o levante iniciado pelo líder da oposição, Juan Guaidó.
Nos últimos dias, vários integrantes do alto escalão da Casa Branca têm criticado o Kremlin pelo apoio dado ao regime de Nicolás Maduro. Washington reconhece Guaidó como presidente interino da Venezuela.
O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, conversou por telefone com o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, na quarta-feira, e ressaltou que a intervenção dos russos e dos cubanos na Venezuela atrapalha a estabilização do país. Já Lavrov respondeu ao alertar ao governo dos EUA que pare de adotar “passos agressivos”, em relação à Venezuela.
– A ingerência dos EUA nos assuntos internos de um país soberano e as ameaças contra seus líderes são uma grosseira violação do direito internacional – disse o chanceler russo a Pompeo.
A crise da Venezuela se tornou um dos principais pontos de discordância entre EUA e Rússia. Enquanto Trump lidera o apoio internacional a Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, Putin mantém o apoio a Maduro, apesar das pressões da comunidade internacional para tentar isolar o chavismo.
Será que a Venezuela vai ser o estopim de uma “guerra fria” do século XXI? (Foto: Reprodução).

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