VOLTA REDONDA

Atualizado às 18h02min.
O velório do menino João Henrique Souza Estaneck, de 8 anos, na manhã de quinta-feira (21), em um cemitério particular de Volta Redonda, aconteceu sob forte comoção e pedidos de justiça. O menino e foi foram atacados no último dia 2 de abril, por três homens armados, na Rua Sargento Moreira, no bairro Volta Grande II. João estava internado desde que passou por cirurgia numa UTI pediátrica de um hospital particular, na Vila Santa Cecília, centro da cidade. O menino morreu na madrugada de quarta-feira (20). Desde que chegou ao hospital, João estava em coma, entubado e em estado grave.
No enterro havia cerca de 120 pessoas. Entre familiares, amigos e parentes do menino. A mãe, que estava grávida e perdeu o bebê aos 7 meses de gravidez, muito abalada foi ao enterro do filho. Ela ficou a maior parte do tempo ao lado do caixão, amparada por parentes e amigos. Chorava muito durante o velório, realizado no mesmo cemitério do sepultamento.
– Foi uma covardia o que fizeram com este menino. Quanta maldade, Senhor – lamentava um conhecido da família, que pediu para não ser identificado. Bolas azuis e brancas foram levadas até onde o corpo foi sepultado e depois foram soltas para o céu, em homenagem ao menino.

Investigação Continua…

A morte do menino aumenta a pressão sob a polícia para tentar identificar e prender os suspeitos do crime que matou pai e filho. Adriano Estaneck Pereira, de 37 anos, morreu nove dias após o crime, no Hospital São João Batista. “Canelão”, como era conhecido, era suspeito de envolvimento em casos de tráfico e homicídio. A polícia suspeita que o atentado que vitimou pai e filho pode ter praticado por vingança ou por disputa entre facções criminosas por domínio de pontes de venda de drogas.
O delegado que assumiu, recentemente, a 93ª DP, que investiga o caso, não pôde dar muitos detalhes sobre a investigação. Imagens de uma câmera de segurança, que gravou o ataque a tiros, estão sendo analisadas para tentar chegar aos autores do crime.

Comentários via Redes Sociais ou no portal:
(O Sul Fluminense Online não se responsabiliza por opiniões de leitores na matéria).