Igreja Assembleia de Deus é autuada pela prefeitura após imagens de superlotação
Foto: Redes Sociais.
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VOLTA REDONDA

Atualizado às 21h58min.
O pedido de desculpas, publicamente, parece que não surtiu o efeito necessário para impedir a Justiça de interditar um dos maiores templos evangélicos de Volta Redonda. O juiz da 6ªVara Cível da cidade, André Aiex Baptista Martins, determinou a interdição total da igreja na noite de sexta-feira (19). A Cadevre (Catedral das Assembleia de Deus de Volta Redonda), no bairro Laranjal, recebeu a ordem por descumprimento dos decretos de prevenção contra a Covid-19.
A decisão veio dentro da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Além disso, o magistrado fixou multa de R$ 50 mil para cada ato realizado na igreja que esteja em fora do teor da decisão. Nas redes, segundo a Justiça, a igreja convocou os fiéis para um outro evento, marcado para o domingo (21), a partir das 19h30min.
O MPRJ baseou o pedido de interdição na promoção dos eventos com membros da denominação dentro do templo. Isso, segundo a Justiça, vai contra o determinado no decreto municipal 16.559/2021. Sem falar do acordo da Justiça com a prefeitura que permite a flexibilização das atividades econômicas, desde que sejam mantidas as práticas de combate ao novo Coronavírus. 
Imagens vazaram nas redes sociais de um “carnaval” de aglomeração sem máscara que lotou as dependências da igreja, no feriado prolongado. O decreto permite apenas 30% de ocupação máxima. As imagens divulgadas nas redes mostram a igreja lotada, sem distanciamento e a maioria sem máscara. 
O MPRJ aponta na ação que houve “imensa aglomeração de pessoas, inexistência de distanciamento social e demarcação de lugares no local do culto, além de visível ausência do uso de máscaras pelos participantes de qualquer tipo de controle pelos responsáveis nesse sentido”. Além disso, citou que, por causa do ocorrido, também a igreja foi notificada e autuada pela Secretaria Municipal de Fazenda e a Vigilância Sanitária da prefeitura.

Assinatura do TAC

Após a autuação pela prefeitura de Volta Redonda, o presidente da Cadevre, pastor Rinaldo Silva Dias, e um advogado da igreja, estiveram na prefeitura e assinaram um termo de ajuste de conduta (TAC) se comprometendo a seguir as regras estabelecidas pelos decretos municipais de prevenção à Covid-19. 

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