Atualizado às 20h27min.

RESENDE
Uma espera que parece interminável. Seis meses e uma família de Resende, no Sul do Rio, ainda não sabe o que matou o bebê Eliseu Sampaio dos Santos, de 8 meses, enquanto ele estava em uma creche da cidade. Ele morreu na unidade infantil que fica no bairro Cabral. O caso foi no dia 10 de maio deste ano. O menino passou mal dentro da creche, depois de ter sido deixado pela mãe, como fazia todos os dias.
– Por volta das 10h minha mãe me ligou e falou para eu ir no posto de saúde porque a diretora da creche tinha ligado para ela. Que era para eu dar um ‘pulinho’ lá, porque um dos meninos estava passando mal. Quando eu peguei ele já estava com o pézinho gelado, a boquinha dele já estava roxa, ele tinha muita espuma pelo nariz e fiozinho de sangue. E a gente não sabe até hoje o que aconteceu com ele – contou a mãe do bebê, Gracielli Sampaio.
A causa da morte aponta que depende de exames laboratoriais. O atestado de ainda diz que o bebê teria morrido no Hospital de Emergência. A família diz que ele já tinha morrido no posto de saúde do bairro, que fica ao lado da creche.
– Quando eu cheguei no posto de saúde, eu entrei na sala que faz triagem, quando eu peguei ele já estava morto – explicou a mãe.
A Polícia Civil (89ª DP) está apurando o caso da morte da criança, mas ainda não encontrou nenhuma irregularidade no caso. “As investigações até a presente data afastam qualquer negligência, seja da família, seja dos cuidadores da creche. Não temos nada que aponte para isso”, afirmou o delegado Michel Floroschk, responsável pelo caso.
Agora, resta apenas o exame toxicológico, que pode apontar a causa da morte. “O exame toxicológico das vísceras vai apontar se houve alguma intoxicação exógena ou endógena e apontar uma possível morte súbita da criança. É um exame que depende de certa técnica, por isso é um pouco mais demorado”, contou o delegado.
Enquanto isso a família é obrigada a esperar. A angústia de não saber o que de fato houve serve apenas para prolongar o sofrimento dos parentes do menino. “Tem que ter uma causa da morte. Morreu de que? Como que morreu? O que aconteceu? E nada disso explicaram para a gente, até hoje a gente não tem uma resposta”, finalizou Gracielli.
A prefeitura de Resende, responsável pela creche, disse que ofereceu suporte psicológico e material à família, e que continua à disposição para qualquer tipo de assistência. O estado ainda não se manifestou pela demora no resultado.
Foto: Arquivo Pessoal
Informações: G1 – Sul do Rio e Costa Verde

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