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Atualizado às 20h30min.


VOLTA REDONDA

Imagine viver a vida no escuro.

Essa é a realidade de Edson de Souza, de 57 anos, morador do Bairro Caieiras. Ele começou a perder a visão aos dois anos de idade e aos 3 já estava completamente cego.

Ele não teve que aprender a viver com a cegueira, pois mal se lembra de como é enxergar, ele na verdade teve que aprender a viver com a falta de acessibilidade da cidade em que vive.

Ele conta que já sofreu vários pequenos acidentes, e já caiu até em cima de entulhos espalhados pela calçada.

Mas ultimamente um “acessório” usado pelos comerciantes para dar “acessibilidade” é o que mais tem incomodado.

Em vários pontos comerciais rampas são colocadas para permitir e facilitar a entrada de idosos e cadeirantes, o problema é que o que é positivo para uns se tornou um problema para outros.

(SUL FLUMINENSE ONLINE)

As laterais da rampa são um obstáculo a mais pra quem não tem o privilégio da visão.

O Edson diz que concorda com a implantação desse acessório, mas que ele deveria ser colocado apenas no momento em que precisar ser usado, ou então no interior das lojas, nos moldes de hoje ele se torna um transtorno para os deficientes visuais.

-“A acessibilidade tem que ser para todos, não se pode privilegiar um grupo e prejudicar o outro, os obstáculos na calçada são o maior problema para o deficiente visual, e essas rampas costumam ocupar quase toda a calçada, o tombo é praticamente certo quando encontramos alguma.”