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Atualizado às 00h06min.

VOLTA REDONDA
O químico, Reginaldo Piras de Souza, de 42 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva, em audiência de custódia, pela acusação de manter uma fábrica clandestina de produtos de limpeza e álcool líquido e em gel na casa dele, em Volta Redonda, no Sul do Rio. Ele foi preso na tarde de terça-feira (7) na residência que fica no bairro Retiro, usada para armazenar e fabricar entre os produtos, o álcool líquido 70º INPM e em gel que iria começar a ser produzido.
Uma informação, ainda não confirmada oficialmente, revela que o químico usava etanol para produção líquida do produto falsificado. Um material foi colhido e levado para um laboratório da CSN para análise.
O laboratório foi descoberto depois que a Polícia Civil (93ª DP) recebeu a informação de que o pai de um bebê que comprou o álcool, para usar no umbigo da criança, notou um cheio estranho e ligou para o telefone do rótulo do produto e caiu em uma empresa do Sul do país, no estado do Rio Grande do Sul. A empresa registrou queixa de estelionato por uso da marca e a polícia do sul, em contato com a Polícia Civil de Volta Redonda, chegou até a fábrica clandestina.
Rótulos de uma empresa no Sul do país.
Rótulos de outra empresa, do Sul do país, era usado para disfarçar a falsificação.
O SUL FLUMINENSE ONLINE teve informações de que clínicas, médicas e odontológicas, mercados e lojas até de fora da cidade, compraram e estavam na intenção de comprar o álcool fabricado sem autorização e outro em gel que estava na linha de produção.
Além de crime contra a saúde pública, o indiciado pode responder por crimes previsto no Código de Defesa do Consumidor, e, nesse caso, pode haver a incidência da agravante, no inciso I, que por “serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade”. Isso pode aumentar a pena.
Uma comerciante, suspeita de comercializar os produtos falsificados, prestou depoimento na quarta-feira (8) ao delegado Wellington Vieira, titular da 93ª DP. Chegou-se a cogitar a prisão dela, mas ela foi ouvida e liberada. No comércio dela foram apreendidos galões fabricados no laboratório improvisado na casa.

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1 COMENTÁRIO

  1. Nossa comprei desse álcool no empório, eles estavam usando pra limpar a mão de quem entrava no mercado, vi dele vendendo na mais essência tbm.So Deus

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