Atualizada às 16h34min.

MARANHÃO / RIO DE JANEIRO
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu na quinta-feira (22), com o apoio da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP do Maranhão, deflagrou a quarta fase da Operação Open Doors (Portas Abertas). Na ação foi preso Paulo Heitor Campos Pinheiro e mais um mandado de prisão foi expedido para Richard Lucas da Silva Miranda, conhecido como ‘Lucas Toni’. Ele seria um dos cabeças da organização criminosa que fraudava contas bancárias e aplicava golpes financeiros em correntistas.
Richard foi preso em uma operação em 2013, chamada “Black Hat”. Foi solto por causa da pena baixa. Voltou para prisão na primeira fase “Open Doors”, saiu novamente e voltou para cadeia na segunda fase da mesma operação. Ele foi solto na segunda semana de agosto deste ano. Agora um novo mandado para que ele seja conduzido pela quarta vez para a cadeia. Fontes do SUL FLUMINENSE ONLINE acreditam que Richard pode ter saído do país, assim que foi solto. Ele é considerado foragido.
A organização criminosa, segundo a investigação, tinha como base a cidade de Barra Mansa, no Sul do Rio. O grupo era liderado por hackers que retiravam valores de contas bancárias de terceiros por meio de transações fraudulentas. Os mandados de prisão foram expedidos pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Barra Mansa.
A ação é um desdobramento da segunda fase da Open Doors, envolvendo, desta vez, a ocultação de patrimônio do denunciado Richard Lucas da Silva Miranda. Ele seria o real dono de uma conta bancária, em nome da empresa PHC Pinheiro, sediada no Maranhão e que tem como dono o outro denunciado, Paulo Heitor.
Durante a segunda fase da operação, Richard, apontado como um dos líderes da organização criminosa, teve apreendido um cartão bancário em nome da empresa. Foi autorizada a quebra do sigilo bancário e constatou que Paulo utilizava da pessoa jurídica para lavar dinheiro.
De acordo com a polícia, o grupo criminoso executava furtos qualificados, via fraudes bancárias, que pode ter chegado a cerca de R$ 30 milhões. Entre os meses de maio de 2017 e setembro de 2018, eles teriam praticado 252 furtos em diferentes locais. Richard e Paulo, por meio da empresa, teriam ocultado um total de R$ 1,5 milhão com o esquema.
Foto: Ilustrativa.

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