Pronto-Socorro do Retiro está fechado por impasses nos pagamentos
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VOLTA REDONDA

Atualizado às 15h43min.
Profissionais que trabalham no Pronto-Socorro do Hospital Munir Rafful, no bairro Retiro em Volta Redonda, no Sul do Rio, cruzaram os braços depois de impasse nos pagamentos. A medida interrompeu o atendimento de emergência na segunda maior unidade pública da cidade com atendimento de urgência. Sem receber, médicos e enfermeiros pararam na quarta-feira (2).
A prefeitura diz que a questão deve ser normalizada assim que novos médicos sejam transferidos para a unidade. Os médicos emitiram uma carta aberta dizendo que foram informados, no início de novembro, que foi encerrado o contrato com a OS que administrava o hospital. Ainda segundo eles, depois de uma reunião, teria sido acordado que a prefeitura assumiria os pagamentos do mês. Porém, eles ainda não tinham recebido os salários de outubro. Por conta do atraso, os médicos decidiram parar o atendimento.
Pacientes foram transferidos para o Hospital São João Batista, Cais do Aterrado, Cais do Conforto e para UPA do Santo Agostinho. Por nota, a prefeitura que a situação deve ser normalizada ainda na quinta-feira (3), com a vinda de novos médicos para a unidade. A administração ainda disse que voltou a cuidar da unidade após encerramento do contrato com a OS e que vai acionar a Justiça para que sejam pagos os salários de outubro.
A prefeitura ainda afirmou que os outros funcionários foram pagos e que a unidade, em outros setores, está funcionando normalmente e não foram afetados pela paralização. O prefeito esteve na tarde desta quarta (2), na unidade, para acelerar a transição e garantir a chegada de insumos e materiais. Segundo a prefeitura, o hospital recebeu medicamentos e insumos que a antiga gestão da unidade não repôs nos últimos dias de contrato.
A Secretaria de Saúde, em reunião com representantes dos médicos, informou que todos os recursos que deveriam ser repassados a OS foram feitos. “Estamos buscando meios jurídicos para garantir os pagamentos desses profissionais médicos. Os demais funcionários do hospital, técnicos de enfermagem, enfermeiros e outros, receberam seus vencimentos. Apesar de alguns desfalques nas escalas, a unidade segue funcionando”, disse a secretária de saúde, Flávia Lipke.

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