Atualizado às 19h24min.

BARRA MANSA
O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação) de Barra Mansa convocou os professores para uma paralisação de 24 horas nesta sexta-feira (22), para protestar contra a Reforma da Previdência. O sindicato enviou um documento para a prefeitura comunicando que a categoria decidiu, em assembleia feita na segunda-feira (18), fazer uma paralisação para reivindicar reajuste salarial e mais quatro questões, entre elas o cumprimento da data-base, perícia médica, plano de carreira e salários e novo concurso público.
O salário-base de um professor da rede municipal de Barra Mansa com carga de 22 horas por semana era de R$ 1.395,63 em fevereiro de 2015. Em fevereiro de 2019, empregando-se o reajuste pelo IPCA acumulado, os profissionais deveriam ter um salário-base de R$ 1.771,43. No entanto, este profissional tem, atualmente, uma remuneração de R$ 3.024,51, o que mais de 70% acima do valor reajustado pela inflação, segundo a secretaria de Educação.
O prefeito Rodrigo Drable (MDB), afirmou que os servidores pretendem justificar o reajuste salarial como razão de paralisação é “um absurdo”. Rodrigo justifica que a remuneração dos professores municipais cresceu mais de 100% entre 2015 e 2019, enquanto a inflação acumulada do período, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) é de 26%.
Já o Sepe, ao chamar os professores para uma concentração, de onde tem a intenção de sair caminhando pela município, coloca a questão municipal em segundo plano. De acordo com o sindicato, “No dia 22/03 o SEPE está puxando uma paralisação de 24 horas contra a Reforma da Previdência e também em em prol de suas reivindicações municipais”, justificou o sindicato ao dar mais motivos federais do que municipais.
O prefeito disse que a paralisação não tem fundamento. “Barra Mansa tem o maior salário da região e eles irão realizar uma paralisação exigindo reajuste de salário”, frisou Rodrigo. (Foto: Reprodução).