Professores aderem greve contra aulas presenciais em Pinheiral
Salas de aulas estavam sem álcool 70% e distanciamento entre alunos. Foto: Enviada pelo Sindicato.
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PINHEIRAL

Atualizado às 16h08min.
O Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro) de Pinheiral comemorou o movimento de greve marcado para esta terça-feira (23) na cidade. Cerca de 70% dos profissionais das 10 escolas reabertas não compareceram às aulas presenciais. A decisão contra a ordem do prefeito para reinício das aulas veio depois da reunião, sem acordo, com a categoria, realizada na última quinta-feira (18).
Desde o início da pandemia que a cidade mantém aulas remotas por uma plataforma online. Todos os servidores estão abastecendo a plataforma, segundo o sindicato, desde então. A manifestação é contra o retorno presencial das aulas, num momento de crescimento dos casos de Covid-19 no estado e de ausência de vacina para todos.
O prefeito Ednardo Barbosa não autorizou o retorno das creches, que são oito no total. As outras 10 escolas da rede de ensino foram autorizadas a voltar na segunda-feira (22). Dessas unidades, os profissionais de pelo menos a metade delas aderiram à greve. Além dos pais, que em grande número, que não mandaram os filhos para escola, com medo de uma possível contaminação.
– Foi adotado um protocolo que não está funcionando e que o Sepe questiona. Essa sem dúvida é a maior manifestação que a cidade já viu na Educação, realizada pelo sindicato. Rodamos as escolas na segunda-feira e vimos falta álcool em gel nas salas, sem distanciamento e mal sinalizadas. Ou seja, como já sinalizávamos antes, não é o momento de retornarmos ainda. Enquanto prefeito não toma medidas mais restritivas na cidade, ele reabre as escolas de forma prematura é inadequado – alegou a diretora do Sepe, Alice Aline Lima, que lembrou ainda que todos os quase 240 professores continuam trabalhando remotamente.
Profissionais de apoio e administrativo também aderiram ao movimento grevista. Tivemos acesso a imagens de salas de aula sem o distanciamento proposto. Além disso, a denúncia de salas sem álcool 70%, o não cumprimento da higienização das mãos a cada 2h e recipientes sem álcool. O Sepe informou que algumas escolas estão juntando turmas para suprir a demanda dos professores que estão em greve. Em algumas delas, auxiliares estão assumindo turmas, o que segundo o sindicato, por lei é irregular e pode caracterizar “desvio de função”.

Por Nota

A prefeitura rebateu e disse que “percorreu todas as escolas da rede municipal” que tiveram o retorno presencial e verificou que todos os alunos que foram tiveram aulas normalmente. Segundo eles, com a reorganização feita, a Secretaria de Educação disse que “conseguiu atender todas as demandas das escolas”, mesmo com a ausência de professores que optaram por aderir à greve que se restringe apenas ao modelo presencial.
– A Secretaria de Educação fez um levantamento em que constatou que 75% dos professores não foram trabalhar, em toda rede de educação da cidade – afirmava a nota encaminhada à nossa redação.
Sobre a falta de insumos, como álcool 70%, a prefeitura citou uma matéria de outra veículo de comunicação para contrapor a afirmação do sindicato de que protocolos básicos estariam sendo descumpridos. A nota ainda citou que as escolas estão com 50% de ocupação dos alunos e que está funcionando ainda de forma híbrida (mesclando aulas online e presenciais). Além disso, o fornecimento de material impresso para os pais está sendo feito a aqueles optaram pelo não retorno das crianças na sala de aula .

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