Hospital Munir Rafful do Retiro
VOLTA REDONDA

Atualizado às 22h43min.
Uma série fatos e falta de cuidado pode ter ocasionado uma agressão contra uma mulher em Volta Redonda, no Sul do Rio. Diferente do que se ventilou na imprensa durante esta segunda-feira (24), o único culpado pelas agressões sofridas pela jovem, de 24 anos, a filha de menos de um ano vida, é o pai, um professor, de 39 anos.
Para entender melhor o que aconteceu de fato, fomos buscar informações com a fonte nas polícias Civil e Militar e o registro da ocorrência. Falamos várias pessoas para conseguir entender o que faltou de proteção para que esse homem conseguisse agredir a esposa dentro de uma unidade pública de saúde.
O sargento Cipriano e o cabo Nunes, do 28º Batalhão da PM, foram acionados pelo Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública), para atender a uma denúncia de briga de casal, no bairro Retiro. Ao chegar, o Samu já havia levado o casal com a criança para o Hospital Munir Rafful, o Hospital do Retiro.
A princípio, segundo os policiais, o chamado era de que a agressão teria sido praticada contra a criança. Na unidade, os agentes encontraram o casal junto, que aguardava atendimento para criança que tem pouco mais de seis meses de idade. Os policiais questionaram o ferimento da jovem em um dos joelhos. Apesar disso, a mulher decidiu que não iria denunciar o marido, pois o ferimento teria acontecido quando ela tentava tirar a filha dos braços do marido, após ele arrancar a bebê do colo da mãe e cair. Tudo teria acontecido durante uma discussão entre os pais, em frente à residência deles, perto da Praça Cafezal, no final do Retiro.
Mais tarde, depois que os policiais foram embora, o pai voltou ao hospital. Mesmo com a orientação da polícia para não deixar o marido entrar, a recepcionista da unidade ouviu a esposa que autorizou que ele entrasse para ver a filha. Em seguida, uma discussão começou, o marido deu um soco na cabeça da esposa e fugiu.
Os policiais foram chamados, novamente, e fizeram contato com a mulher que disse ter sido agredida, mas que não iria, mais uma vez, denunciar o marido. Apesar da recusa, mas com a agressão confirmada, os policiais foram até a casa do casal e prenderam o marido. Depois retornaram ao hospital e conduziram a jovem e o professor para Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) para o registro. A bebê ficou no hospital cuidada pela tia, irmã do pai da bebê.
O professor ficou preso por violência doméstica, na Lei maria da Penha. A mulher passou por exames de corpo de delito e o marido ficou preso em flagrante. A esposa foi levada novamente, pelos policiais, para o hospital, onde acompanhou o término do atendimento da filha.

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