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Foto: Arquivo - SFO.
VOLTA REDONDA

Atualizado às 17h18min.
O vereador Nilton Alves de Faria, o Neném, presidente da Câmara de Volta Redonda anunciou na sexta-feira (27) que está preocupado que o prefeito cometa “um calote com o funcionalismo” no fim de ano. O pronunciamento do atual gestor do Legislativo afirma que tem “um temor generalizado sobre um possível calote no funcionalismo no fim de ano”.
A preocupação aumentou, segundo Neném, após o prefeito Samuca Silva ter avisado que só pagará os salários de dezembro e o décimo-terceiro se não “houver intercorrências”.  Além disso, a falta de transição e o decreto estabelecendo recesso na última quinzena do ano também foram alvo de críticas por parte do vereador.
– Já estamos fazendo consultas jurídicas para ver como proceder diante de um iminente calote contra os servidores. A fala do prefeito é vaga e causa instabilidade. Os fornecedores nos procuram todos os dias, pois ninguém ou quase ninguém está recebendo. Agora, somos procurados pelos servidores, que estão com medo. Os salários já estão atrasados e parcelados, mas deixar a turma sem dinheiro no fim do ano é uma covardia – disparou Neném.
Nos corredores da Câmara corre a informação de que Neném é um dos cotados para assumir a presidência da Casa no início do ano. Se isso acontecer será a primeira vez que um vereador assume a gestão do Legislativo duas vezes em consecutivo. Sem falar que, por ser aliado de Neto, Neném pode ainda assumir como prefeito, caso a Justiça não decida o deferimento ou não da candidatura de Antônio Francisco Neto (DEM) em discussão no TSE.
Outra coisa que incomoda o presidente é o fato de Samuca declarar que não fará processo de transição. “O Samuca perdeu nas urnas e sabe disso. Se ele não quer fazer transição com o Neto, que venceu no primeiro turno, vamos montar uma comissão na Câmara e ele faz a transição conosco. Temos vereadores reeleitos e eleitos que aceitariam essa missão. Não pode é a cidade ficar prejudicada”, ponderou Neném.
O vereador reeleito ainda critica o decreto de recesso de 15 dias, que segundo ele, não teria sido bem aceito de forma geral. “O prefeito tem obrigações para serem cumpridas até o dia 31 de dezembro. Isso não se faz, é uma irresponsabilidade. O funcionário não sabe se vai receber, o fornecedor não sabe quando recebe, as informações de transição não foram passadas. Parece é que estão tentando esconder as coisas”, criticou.

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