Atualizado às 20h02min.

VOLTA REDONDA
A prefeitura de Volta Redonda anunciou que criou, na quinta-feira (3), o Comitê de Gestão de Crise Financeira na cidade. Segundo o prefeito, o objetivo é garantir a continuação dos serviços municipais e evitar o colapso financeiro. De acordo com a prefeitura, “a cidade sofre com a herança das administrações passadas de dívida de cerca de R$ 1,7 bilhão e a paralisação de investimentos dos governos estadual e federal”.
– Assumimos uma cidade de joelhos financeiramente. Não interrompemos serviços, ao contrário, melhoramos a qualidade. Nosso governo é apoiado no controle de gastos, na gestão fiscal para ampliar a arrecadação, tudo com transparência. Estamos agindo para manter o controle financeiro com inteligência, para evitar o colapso financeiro”, comentou o prefeito Samuca.
Segundo a prefeitura, mais de R$ 80 milhões da dívida já teriam sido pagos em 2019. Além disso, a paralisação de repasses dos governos federal e estadual teriam contribuído para agravar a situação.
De acordo com a atual gestão, R$ 7 milhões deixaram de ser transferidos pelo Estado para custear a UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 Horas) do bairro Santo Agostinho. Inclusive, emendas parlamentares não estão chegando para reforçar os investimentos.
O comitê vai se reunir diariamente, analisar processos, e determinar ações emergenciais para conter o caos financeiro. O grupo é composto, além do prefeito, por representantes da Controladoria Geral do Município (CGM); Central Geral de Compras (CGC); Procuradoria Geral do Município (PGM); Secretarias municipais de Fazenda; Administração; Planejamento. As demais pastas participarão das reuniões quando demandadas.
Foto: Divulgação.

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