Prefeitura leva ações sociais e de saúde à Cadeia Pública de VR
Fotos: Geraldo Gonçalves/Secom PMVR¨.
VOLTA REDONDA

Atualizado às 12h01min.
A Prefeitura de Volta Redonda, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Equipe de Atenção Primária Prisional (EAPP), promoveu na quinta-feira (11), ações sociais e de saúde na Cadeia Pública Franz de Castro Holzwarth, no bairro Roma I. Participaram do evento, representantes do governo municipal, como o secretário da Pessoa com Deficiência, pastor Washington Uchôa, Josinete Pinto, da SMDH (Secretaria da Mulher e Direitos Humanos), e a responsável pela EAPP, a enfermeira da SMS, Jussara Moreira de Oliveira. Além de membros da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (SEAP-RJ) e da Igreja Universal do Reino de Deus.
Com o tema “Como driblar o preconceito e cuidar da saúde”, a atividade faz parte do Novembro Azul, mês de conscientização sobre a importância dos cuidados do homem. Os detentos puderam atualizar documentos e a caderneta vacinal, inclusive recebendo doses contra a Covid-19. Eles ainda receberam orientações de saúde sobre: Tuberculose, Hanseníase, Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), HIV, Hepatites Virais e submetidos a exames laboratoriais de rotina.
O diretor da unidade, Oswaldo de Oliveira, lembrou que este projeto tem o objetivo de resgatar a autoestima dos apenados. “Fiz uma pesquisa que mostrou que mais de 50% dos detentos não recebem visitas. Isso acaba ferindo o princípio da isonomia, da igualdade. Queremos que ninguém se sinta inferior a ninguém. Todos receberam seus kits de higiene, puderam receber orientações de saúde e fazer exames. Aqui, hoje, todo mundo é igual”, frisou.
Representando o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Fernando Veloso, o subsecretário de Gestão Operacional da SEAP, João Carlos Olímpio, comentou a importância da parceria entre a Prefeitura de Volta Redonda e o Estado.
– Fui diretor desta unidade, de 2008 a 2012, e ter o prefeito Neto como parceiro é um privilégio. Essa parceria entre a Prefeitura e o Estado é de grande valia. Os apenados que hoje estão aqui não ficarão presos para sempre, não existe prisão perpétua no Brasil. Então, por isso, é importante serem tratados com dignidade e respeito, porque o que se faz aqui vai repercutir na sociedade. Muitos chegaram aqui por não ter oportunidade, mas aqui estão tendo – disse Olímpio.
A Equipe de Atenção Primária Prisional é formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, assistente social, psicólogo, dentista e auxiliar de Saúde Bucal, de acordo com a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Âmbito do SUS (PNAISP).

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