Atualizado às 23h13min.

VOLTA REDONDA
O prefeito Samuca Silva (PSDB) vai receber uma comissão composta por vereadores e o Sindicato dos Rodoviários do Sul Fluminense, na manhã de terça-feira (14), no Palácio 17 de Julho, sede do poder Executivo, no bairro Aterrado. A decisão foi tomada depois que o presidente da Câmara dos Vereadores, Edson Quinto, o líder do governo, Paulo Conrado e demais parlamentares receberam dezenas de funcionários da Viação Sul Fluminense. A medida de repassar as linhas para outras empresas que atuam na cidade será tema principal da reunião.
Rodoviários da empresa lotaram o plenário da Câmara, na sessão ordinária de segunda-feira (13), pedindo que o Legislativo interfira na decisão do prefeito de suspender a concessão 10 linhas da maior empresa de transporte coletivo da cidade. O decreto prevê que a Viação Sul Fluminense perda a concessão das linhas por não atender pontos do contrato. Além de várias reclamações de atrasos e más condições dos veículos. Cabe ressaltar que essa é uma medida pouco vista de um prefeito da cidade, ao questionar a atuação de uma empresa de ônibus, fiscalizar e cobrar melhorias do serviço. A resposta do SindPass é aguardada, segundo o chefe do Executivo.
Mais cedo, manifestantes se reuniram antes na porta da prefeitura, na Praça Sávio Gama para protestar. O decreto diz que das 31 linhas que a empresa opera, ela ficaria com 21. Porém, de acordo com presidente do Sindicato dos Rodoviários, José Gama, o “Zequinha”, acompanhado do vice, Luiz Rogério de Freitas, as linhas que restarem são a de menos arrecadação. O que pode causar demissão em massa de funcionários.
– A previsão é de que cerca de 500 trabalhadores demitidos se o decreto for cumprido. Com a retirada das linhas serão menos 70 ônibus circulando nas ruas da cidade – afirmou o presidente.

Funcionários pressionam o Legislativo

A pressão do sindicato é para que a medida seja repensada. Se o governo não revogar, o sindicato acredita que os vereadores podem vetar o decreto. A empresa, recentemente, segundo o sindicato, demitiu 70 funcionários e precisou parcelar as dívidas trabalhistas para não ficar sem pagar. O prefeito disse que seriam reaproveitados os trabalhadores em outra empresa. Fato que, segundo o sindicato, não é possível garantir.
A sessão teve ainda a participação do deputado estadual, Marcelo Borges, que usou a tribuna da Casa e criticou a medida, dizendo que “vai gerar desemprego e prejuízo para os usuários do transporte público”. Para ele, o maior prejudicado da história é a população que “paga caro pelo transporte”.
Os vereadores comentaram o problema. Sidney Dinho (Patriota) foi um dos que defendeu que a questão da dupla função também deveria ser discutida. “Gostaria de ver a mesma união dos empresários para acabar com a dupla função nos ônibus da cidade”, frisou Dinho. A comissão especial, formada por Washington Granato, Pastor Washington e Rodrigo Furtado, representada por Granato, afirmou que vai pedir a “suspensão do decreto”.
As linhas que foram cassadas pelo decreto foram 120 – Eucaliptal, 315 – Candelária X Conforto, 320 – Dom Bosco X Conforto, 325 – Santa Cruz X Conforto, 455 – Fazendinha, 500 – Açude X Conforto, 510 – Padre Josimo Circular, 520 – Belmonte, 540 – Açude X Santo Agostinho e 550 – Siderlândia.
 
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