Atualizado às 21h17min.

ESTADO
Na cidade do Rio de Janeiro, cerca de 300 policiais militares foram afastados das funções por apresentarem suspeita de COVID-19, doença causada pelo coronavírus. Ainda segundo informações, a quantidade de agentes em licença corresponde a um batalhão pequeno. No Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Centro do Rio, consta um total de 22 policiais com suspeita da doença, sendo este o maior número registrado dentre as unidades.
No 20° Batalhão, em Mesquita, com um total de dez suspeitas de contaminação. A Policlínica da PM de Cascadura e o Hospital da PM em Niterói possuem, respectivamente, 11 e oito casos suspeitos. Uma policial militar está internada no HCPM e aguarda pelo resultado do teste de corona vírus.
Visando evitar aglomerações e sobrecarga do Hospital da Polícia Militar, foi declarado que a corporação aceitaria atestados feitos por médicos das demais unidades, como hospitais privados, públicos e UPAs. Além disso, para que os documentos sejam aceitos, é necessário que os sintomas estejam claramente descritos. Para validação oficial do atestado, é preciso encaminhar o documento ao setor de perícias médicas da PM. Inicialmente, o período de licença nesses casos é de sete dias. Se não houverem mudanças nos sintomas, os exames são refeitos.
Assim com outras entidades de segurança no Estado do Rio, a PM não possui equipamentos suficientes para o atendimento dos agentes com suspeita do vírus. Após uma pesquisa de levantamento de dados realizada pela Central de Material Médico Hospitalar (CMMH) do Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), foi constatado que os estoques de materiais hospitalares como luvas, máscaras e aventais estão quase escassos e devem esgotar em até 15 dias.
Após recomendações feitas à PM pelo Ministério Público, foi determinado pelos promotores do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública que luvas descartáveis e álcool em gel sejam disponibilizados aos agentes atuantes nas ruas e aos médicos das unidades. Caso a medida não seja acatada, o Ministério Público entrará com uma ação contra a Polícia Militar.
Foto: Arquivo – SFO.

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