Professores aderem greve contra aulas presenciais em Pinheiral
Salas de aulas estavam sem álcool 70% e distanciamento entre alunos. Foto: Enviada pelo Sindicato.
<
PINHEIRAL

Atualizado às 19h52min. 
O prefeito de Pinheiral, Ednardo Barbosa, cedeu a pressão dos professores que fizeram greve das aulas presenciais depois que o chefe do Executivo decidiu retornar as aulas, em meados do mês de março.
O SUL FLUMINENSE ONLINE foi o único veículo de imprensa da região que deu uma cobertura completa sobre a paralisação das aulas presenciais dos professores no município do Sul do Rio. A prefeitura minimizou o movimento do sindicato que teve adesão suficiente para inviabilizar as aulas presenciais. Sem falar a baixa frequência de alunos que foram para as salas de aula.
A cidade tem 10 escolas e 8 creches. Todas reabriram na segunda-feira (22), mas os professores entraram de greve de aulas presenciais na terça-feira (23). Os profissionais mantiveram o movimento até o início do feriadão na sexta (26).
O prefeito agora, depois de ver crescer o número de mortos e os casos do Covid-19 na cidade, decidiu suspender as aulas presenciais em todo mês de abril. Uma vitória para o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro) de Pinheiral. Segundo a prefeitura, 75% dos profissionais aderiram a greve e não foram para as salas de aula. Foi o maior movimento da categoria na cidade.
Na rede pública e particular estarão com aulas suspensas. A medida foi divulgada nesse fim de semana para prefeitura. Um novo decreto para restrições deve ser divulgado na segunda-feira (5).
A diretora do Sepe na cidade, Aline Alice Lima, revelou que os funcionários apoio e administrativo voltarão a trabalhar em esquema de rodízio. “Seguimos em estado de greve, o que significa que voltamos ao trabalho, mas seguimos em negociação pelo direito dos que têm cormorbidades trabalharem home office. Precisamos ainda acertar outras alterações indispensáveis no plano de retorno e isso envolve todos estarem vacinados”, frisou a sindicalista.

Comentários via Redes Sociais ou no portal:
(O Sul Fluminense Online não se responsabiliza por comentários na matéria).