PF faz operação no Rio contra fraudes na Fecomércio/RJ
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RIO DE JANEIRO

Atualizado às 10h31min.
Policiais federais e integrantes do Ministério Público Federal (MPF) cumprem na quarta-feira (9) 50 mandados de busca e apreensão contra acusados de desvios de R$ 355 milhões na Federação do Comércio do Rio (Fecomércio/RJ) e nas seções fluminenses do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço de Aprendizagem Comercial (Senac). Os alvos são pessoas, escritórios de empresas e de advocacia.
A Operação E$quema é um desdobramento da Lava Jato. Os investigadores começaram a descobrir as fraudes a partir da Operação Jabuti, de 2018. Além disso, usa informações de delação premiada do ex-presidente da Fecomércio/RJ Orlando Diniz.
De acordo com o MPF, dos R$ 355 milhões gastos com a desculpa de serem custas de serviços advocatícios, supostamente prestados à entidade, entre 2012 e 2018, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema que envolveria Diniz, Marcelo Almeida, Roberto Teixeira, Cristiano Zanin, Fernando Hargreaves, Vladimir Spíndola, Ana Tereza Basílio, José Roberto Sampaio, Eduardo Martins, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador. Os 11 foram denunciados por organização criminosa.
Ainda segundo o MPF, o esquema envolvia o uso de contratos falsos com escritórios dos acusados ou de terceiros por eles indicados. Por outro lado ainda haviam serviços advocatícios declarados que não eram prestados, mas remunerados por elevados honorários por essas entidades representativas do comércio fluminense. As investigações mostraram que as instituições destinaram mais de 50% de seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia.
Como os contratos eram feitos com a Fecomércio/RJ, entidade privada, o seu conteúdo e os seus pagamentos não eram auditados pelos conselhos fiscais do Sesc e do Senac Nacional, mas sim pelo Tribunal de Contas da União (TCU) ou pela Controladoria-Geral da União (CGU), de acordo com o MPF.
Os recursos do Sesc e Senac, no entanto, têm origem pública, que são repassados pela Receita Federal a partir de contribuições sobre folhas de pagamento de empresas comerciais. Tudo isso, para os Serviços investirem na capacitação e bem-estar de comerciários.

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