Combustíveis Economia
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NACIONAL

Atualizado às 11h45min.
A gasolina e o diesel vão ficar mais caros pela quarta vez seguida este ano. A partir de sexta-feira (19), os preços médios da Petrobras nas refinarias vão subir para R$ 2,48 por litro para a gasolina e R$ 2,58 por litro para o diesel, após aplicação de reajustes de R$ 0,23 e de R$0,34 por litro, respectivamente.
Isso representa um aumento de 10% na gasolina – desde o início do ano, o acumulado alcança 35% – e 14,7% (diesel).
– O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras”, justificou a Petrobras, em nota.
De acordo com o comunicado, o mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional.
O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis.
O presidente Jair Bolsonaro tem cobrado governadores a reduzirem o ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços) sobre os combustíveis. Na última semana, ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro disse que o governo estuda medidas para reduzir impostos, uma vez que a política de preço da Petrobras é livre. O ICMS representa 14% do preço final do diesel.
– O que se faz de 15 em 15 dias é pegar o valor médio do combustível e daí os governadores aplicam o percentual em cima daquilo. O ICMS não só incide em cima do preço do combustível na refinaria, mas incide também em cima do PIS/Cofins, incide em caso de existência de Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico], incide em cima da margem de lucro dos postos, incide em cima do custo da distribuição e incide em cima do próprio ICMS. Isso é uma loucura frisa o presidente na quinta-feira (11) passada.
Bolsonaro chegou a pedir para seus seguidores postarem em suas redes sociais notas fiscais de compra de combustível para comprovar a bitributação. Depois, o presidente atacou uma rede por, supostamente, impedir a publicação desses documentos.

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