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RESENDE 

Atualizado às 12h41min.
Morreu na madrugada deste sábado (24) a menina de 6 anos que estava internada depois de ser espancada pela madrasta e a própria mãe, em Porto Real, no Sul do Rio. A criança estava internada em estado grave desde que passou por dois dias de violência dentro de casa, após derramar leite no chão.
A menina estava internada na UTI de um hospital particular de Resende, cidade vizinha. De acordo com a assessoria da prefeitura de Porto Real, que teve acesso ao boletim médico da criança, ela faleceu por volta das 3h da manhã. O corpo foi levado para o IML e deve passar por exames para que seja comprovado que morte foi acarretada do espancamento.
O comunicado da morte afirmou que a vítima sofreu piora nas funções vitais, nas últimas 24h de vida. Além de hipotermia, quando a temperatura corporal cai rapidamente, hipertensão arterial, falta de urina e alteração laboratorial. A menina foi agredida por pelo menos dois dias seguidos, segundo a polícia, em casa, no bairro Jardim das Acácias. Depois que começou a não apresentar sinais vitais, a mãe da criança chamou o socorro médico. Sem falar as condições insalubres que a criança vivia, segundo a polícia. A casa que elas moravam tinha péssimas condições de higiene.
Somente no Hospital Municipal de Porto Real foi que suspeitaram que a menina poderia ter sido agredida. Um guarda municipal desconfiou da versão da mãe de que teria sido um acidente e acionou a Polícia Civil. Constatando o crime na delegacia, mãe e esposa, foram autuadas em flagrante e tiveram a prisão preventiva convertida, na sexta-feira (23) seguinte ao fim de semana de tortura. Agora o casal já cumpre o período de preventiva no presídio feminino, em Bangu, na zona Oeste do Rio.
A Polícia Civil de Porto Real (100ª DP) diz que a criança foi agredida a chutes, ponta pés, socos, pisadas, pedaço de pau e um fio de TV a Cabo. Além disso, ela teria sido arremessada com a mãe de uma ribanceira, às margens do Rio Paraíba do Sul, nos fundos da residência, onde elas viviam com uma idosa, de 85 anos, e a mãe da madrasta, também indiciada por omissão. As agressões teriam iniciado, segundo a polícia, numa sexta-feira (16) e só terminado na segunda (19), quando a menina foi para o hospital.

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