Atualizado às 12h54min.

VOLTA REDONDA
A Viação Sul Fluminense vai continuar operando as linhas cassadas pelo prefeito Samuca Silva (PSDB), depois de inúmeras reclamações e suposto descumprimento de contrato apontado pela prefeitura de Volta Redonda, no Sul do Rio. A informação foi dada em uma reunião do chefe do Executivo com vereadores e sindicalistas, na manhã de terça-feira (14), no Palácio 17 de Julho, no bairro Aterrado. A medida é até que o SindPass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros) apresente um projeto para que as outras empresas, Elite, Pinheiral e Cidade do Aço, assumam as 10 linhas cassadas.
A reunião teve a participação do presidente da Câmara da cidade, Edson Quinto (PR), e o presidente do Sindicato dos Rodoviários, José Gama, o Zequinha, e o vice-presidente, Luiz Rogério de Freitas.
– As linhas continuarão com a Sul Fluminense até que o projeto seja apresentado – informou Luiz Rogério no meio da manhã, há cerca de 30 funcionários da empresa que aguardavam na porta da prefeitura.
O sindicalista informou ainda que uma reunião será marcada com o Sindpass para discutir a situação dos trabalhadores. Ele acredita que a empresa deve também se reunir com o sindicato das empresas para tratar o assunto. A Câmara se comprometeu em também interceder perante o sindicato patronal para uma conversa. O sindicato ressaltou que não é o momento de uma greve. “Ainda não. Isso pode piorar a situação”, alertou.
Vereadores de oposição, Carlinhos Sant’anna e Rosana Bergone, também participaram da reunião. Imprensa e assessores não puderam acompanhar a conversa. Segundo quem participou, o prefeito deu vários motivos pelo qual a empresa teve as linhas cassadas. Ele ainda disse que vai durante a tarde ao MPT (Ministério Público do Trabalho), para conversar sobre possíveis alternativas para assegurar os empregos e direitos dos trabalhadores.
Na última sexta-feira, um decreto foi assinado para cassar 10 das 31 linhas que Viação Sul Fluminense opera na cidade. O motivo foi a “quebra de contrato”, segundo a prefeitura por problemas que a empresa apresenta na prestação do serviço. A previsão é de que três empresas operem de forma provisória até que as linhas sejam novamente licitadas. A medida foi adiada a pedido dos vereadores e que agora depende de uma resposta do sindicato patronal. (Foto: Arquivo).

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