Atualizado às 09h10min.

RODRIGO MATIAS
Na mitologia romana existe uma divindade chamada “Jano”, em latim: Janus. O nome deu origem à palavra “ianua”, que significa porta e também janela; de janua (latim) originou-se “janela” na língua portuguesa como também “janeiro”, no sentido de que é o primeiro mês. A “porta” que se abre para um novo ano.
Jano, caracteriza-se por ter duas cabeças com duas faces, olhando em direções diametralmente opostas. Enquanto uma contempla o passado a outra olha para o futuro. Consta que originalmente uma era barbada e a outra não, uma masculina e outra feminina, talvez representado o sol e a lua. Depois foi modificada passando a serem ambas barbadas. Em síntese, Jano é o deus dos inícios, das decisões e escolhas.
Recentemente a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), foi acusada de ser traidora, falsa, duas-caras, aproveitadora entre outros “elogios” na atual crise do partido social liberal. O principal embate tem se dado com os filhos do atual presidente, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo ela, “quando alguém vem e me ataca publicamente, quando alguém vem me ofender porque é filhinho de presidente e acha que pode fazer isso porque se considera de uma dinastia… Aí não. Eu continuo leal ao presidente, mas não sou babá de marmanjo. Não tenho essa obrigação e eles sabem, eu já avisei. Comigo é ‘bateu, levou’. Lealdade é defender o Brasil, e não meninos mimados. […] O Planalto não pode ser puxadinho da cozinha do presidente”, declarou a deputada, no programa Pânico na Rádio Jovem Pan de São Paulo.
Em meio à série de brigas virtuais entre a deputada federal Joice, Eduardo e Carlos Bolsonaro, filhos do presidente, a ex-líder do governo no Congresso Nacional postou uma confirmação importante na noite deste último domingo (20), quando também fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais dela, em que detalhou como os filhos são um problema para o governo, o país e principalmente para o chefe do Planalto.

“Oi Carluxinho, como vc é elegante, quase um diplomata. Manda bjs pro Índio”, respondeu a deputada no Twitter a uma postagem do perfil propagador de fake news @PavãoMisterioso, em que ele se referia a ela como uma porca. A mensagem confirma que o vereador do Rio é realmente o autor do perfil responsável por divulgar histórias mentirosas como a de que a “Vaza Jato” usa informações de hackers russos e por fazer ameaças ao jornalista Glenn Greenwald.
A suspeita já existia, mas agora vem de alguém que faz parte – ou fazia – do núcleo bolsonarista. Joice, além de confirmar a autoria de Carlos, provoca o filho de Bolsonaro sobre sua suposta homossexualidade, assunto frequente na internet e que agora é trazido à tona com mais frequência diante das brigas internas do partido.
Há um vídeo do Bolsonaro de anos atrás dizendo que “um bom coro não deixa o filho virar gay”. O que foi que aconteceu? Ele não deu muito coro no “Pavão Misterioso”? Parece que a moeda tem mostrado seus “lados apostos”.

Vejo que Joice surfou em cima da onda Bolsonaro o próprio Bolsonaro surfou na onda evangélica. Sem os evangélicos o Bolsonaro não se elegeria, fato já confirmado pelo próprio presidente.
A deputada Joice alega que não traiu o presidente, que se sentiu traída por não ser mais a líder do partido, mas que apenas está se defendendo das acusações que estão sendo lançadas contra ela. Um “lado” interessante da história da eleição do atual presidente está sendo revelado.
Antigos “aliados” estão se tornando “adversários”, como é o caso do também deputado Alexandre Frota e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Antes defensores e, atualmente, opositores do presidente.
O que você acha? Deixe um comentário e até a próxima semana.
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