Atualizado às¨16h28min.

VOLTA REDONDA 
A Prefeitura Municipal de Volta Redonda divulgou na manhã desta quarta-feira (18), que teve 100% das contas bloqueadas. O bloqueio, pode afetar o pagamento do 13º salário do funcionalismo na data prometida.
Em nota a prefeitura disse que “O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) bloqueou 100% das contas da Prefeitura de Volta Redonda, nesta quarta-feira (18). A ação da justiça mira o pagamento de dívidas referentes a desapropriações de terras para a construção do Hospital Regional Zilda Arns, realizada em 2011, durante a administração passada.
O bloqueio de recursos municipais é mais uma herança do governo passado, que deixou dívida de mais de R$ 1,7 bilhão e uma série de irregularidades administrativas questionadas por órgãos de controle, como o TCE- RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) e o Ministério Público. No entanto, a atual administração tem conseguido investir na cidade e honrar pagamentos de salários e fornecedores sem interromper serviços.
A Prefeitura Municipal de Volta Redonda lamenta a decisão da Justiça e já está se movimentando para desbloquear as contas e seguir com o fluxo de trabalho. O impacto do bloqueio de bens e valores estão sendo avaliados pela secretaria municipal da Fazenda. A Procuradoria Geral do Município tomará as devidas providências com a máxima urgência que o caso requer, antes do recesso do judiciário”.
Neto, ex-chefe do Executivo municipal rebateu as acusações na redes sociais:
O atual prefeito mais uma vez falta com a verdade, querendo desviar o foco da evidente má gestão de recursos públicos. As dívidas passadas normalmente de um governo para o outro, no caso de Volta Redonda, estavam totalmente equacionadas até o dia em que o atual governo assumiu.
Maior prova disso é que efetuamos os pagamentos dos servidores sempre antes do quinto dia útil e depositamos o décimo terceiro sempre de forma antecipada. Isso durante 16 anos, sem falta. A atual gestão subiu a folha de pagamento em R$ 100 milhões por ano, mesmo sem dar reajuste ao servidor de carreira.
Da mesma forma, contratou Organizações Sociais a preço de ouro para gerir uma saúde que antes era referência nacional. Colocar a culpa pelo arresto das contas na dívida de desapropriação do terreno do Hospital Regional é uma covardia. Ainda que não da maneira como prevemos, a unidade está funcionando e salvando vidas, o que não tem preço. Era melhor gastar no Hospital Regional que no Santa Margarida, por exemplo. Mas tudo é uma questão de prioridade e escolhas.
O que há, na verdade, é uma absoluta e clara falta de gestão. O prefeito apenas busca uma justificativa para não pagar os salários dos servidores municipais. Lamentamos muito a situação que deixaram uma cidade tida como referência nacional chegar, afirmou o ex-prefeito Antônio Francisco Neto.
Foto: Arquivo.

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