Atualizado às 20h05min.

VOLTA REDONDA
O Hospital São João Batista, maior hospital público em funcionamento do Sul do Rio, acaba de ganhar um novo Sistema de Dispensação de Medicamento por Dose Unitária. Com o novo sistema, inédito no Médio Paraíba em hospitais públicos, o medicamento sai da farmácia com destino certo e pronto para ser administrado no paciente. A Central de Diluição de Doses possibilitará a redução dos gastos com medicamentos, permitindo que sejam monitorados os eventos adversos relacionados a eles.
De acordo com o prefeito Samuca Silva (PSDB), o novo sistema faz parte dos investimentos realizados no Hospital São João Batista para o aperfeiçoamento dos serviços e a qualidade do atendimento. “O novo sistema vai permitir uma economia para o cofre público, além de dinamizar o serviço, que será oferecido com mais qualidade”, defendeu o prefeito.
Segundo a farmacêutica responsável pelo serviço, Graciele Medeiros, por enquanto, o sistema vai atender as clínicas médica e cirúrgica. Os medicamentos desses setores ficarão centralizados na Farmácia Satélite instalada no segundo andar. “O objetivo dessa Central de Diluição de Doses é garantir que os medicamentos cheguem para os pacientes na dose, via e hora certa, além de garantir a economia no hospital, pois, com isso, vamos conseguir evitar o desperdício”, garantiu Graciele.
Graciele explica que o farmacêutico vai conferir as prescrições médicas e orientar na preparação das doses personalizadas que serão enviadas para a enfermaria para administração nos pacientes, diminuindo a margem de erros na dosagem dos medicamentos ou na manipulação.
A Central de Diluição, que fica dentro da Farmácia Satélite, funcionará 24 horas com uma equipe composta por 1 auxiliar de farmácia que trabalhará em regime de escala, 1 auxiliar de farmácia diarista, 2 técnicos de enfermagem e 1 farmacêutico.
O secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, explicou que esse sistema de dispensação por dose unitária e individualizada vai facilitar a distribuição, garantindo o medicamento na dose correta para o paciente. “Neste sistema, os medicamentos são dispensados de acordo com a prescrição médica, sendo separados e identificados pelo nome do paciente e horário de administração. Se por algum motivo o paciente não puder tomar o medicamento, o médico é informado imediatamente para que seja feita a adequação da receita. Isso evita reações adversas no paciente advindas de interação entre medicamentos não compatíveis, além de evitar gastos financeiros ao hospital com a reparação de danos causados à saúde do doente”, frisou o secretário.
Foto: Evandro Freitas.

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