Atualizado às 14h43min.

RIO DE JANEIRO
Uma zona de guerra se instalou no início da noite de quinta-feira (3) no Chapadão, Zona Norte do Rio. Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas. Um dos feridos é um soldado do Exército que foi atingido por uma bala perdida. O confronto pelo domínio de territórios do tráfico foi confirmado pelo delegado Rodrigo Barros, da 39ª DP (Pavuna), e do porta-voz da PM, Mauro Fliess.
Segundo a PM, bandidos de uma facção invadiram o bairro da Pedreira e tomaram o comando da facção rival. Um corpo foi encontrado por policiais. Uma das facções domina o Chapadão. “Uma vítima foi levada pela família ao hospital. Porém, chegou morta a unidade. O outro morto foi encontrado pela manhã pela PM, em uma localidade conhecida como Terra Nostra, na Pedreira”, revelou o porta-voz da PM.
Moradores ficaram apavorados com a quantidade de tiros e a violência. Linhas de trem e metrô foram afetadas pelo confronto. Sete ônibus foram incendiados. Escolas da região não funcionaram na sexta. Há relatos de mais mortes, mas ainda não foram confirmadas. Há possibilidade de traficantes terem sumido com os corpos. AS autoridades disseram aguardar registro de desaparecidos. Vídeos e áudios viralizaram em aplicativos de mensagens na noite de quinta.

PM disse que previa a ação

– A corporação já tinha dados de inteligência que mostravam uma instabilidade naquele local, com possibilidade de invasão”, explicou o tenente-coronel Mauro Fliess, relações-públicas da PM.
– Já tínhamos um planejamento próprio, que foi ativado tão logo que se deflagrou a instabilidade, com o cerco – afirmou.
A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), grupo de elite da Polícia Civil, ocupou as localidades da Quitanda e da Lagartixa. Já o Batalhão de Operações Especiais (Bope) programou uma incursão na Pedreira. Demais batalhões de área ajudavam no perímetro.
A polícia diz que o tráfico na Pedreira ficou instável depois da prisão do traficante Raro. O segundo na linha de comando do TCP na comunidade teria abandonado a facção, o que teria facilitado o caminho para a invasão.
O ataque aos ônibus seria uma tática do Comando Vermelho para impedir a chegada de reforços do TCP por Acari. A Polícia Civil vai falar com moradores e tentar identificar quem invadiu o morro.
Foto: Redes Sociais.

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