Foto: Arquivo.
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SUL FLUMINENSE

Atualizado às 21h27min.
Assim como diversos setores de serviço, o transporte público foi diretamente afetado pela pandemia. O agravamento acontece, também, pela falta de incentivo para a manutenção do serviço de transporte públicos de passageiros, como alguma forma de ‘socorro’ vindo do poder público municipal, estadual ou federal. É assim que define a atual situação o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Sul Fluminense (SindPass).
De acordo com as empresas, o problema não ocorre somente em Volta Redonda. Diversas cidades do país já sofreram com a paralisação dos serviços e muitas outras apontam para o mesmo caminho. E o efeito disso atinge a população em diversas frentes, como mostram os dados da Confederação Nacional do Transporte que apontam a perda de 57.290 postos de trabalho de janeiro a outubro do ano passado no setor de ônibus urbanos.
Outro fator determinante para o desequilíbrio financeiro é o excesso de gratuidades concedidas, que oneram as empresas. Somente em Volta Redonda, por exemplo, o prejuízo mensal é de quase R$ 1,5 milhão, com um número que se aproxima de 385 mil passagens, sem qualquer incentivo do poder público. “Essa é a maior crise financeira que estamos passando e estamos caminhando a passos largos para uma situação insustentável, que trará prejuízos diretos para a população”, afirma Paulo Afonso, presidente do Sindpass.
Segundo o sindicato, o sistema depende basicamente do valor das passagens, que caíram consideravelmente em função da pandemia. Além disso, as empresas reclamam que não houve queda no número mensal de gratuidades, que são concedidas sem subsídio, o que agrava, de acordo com as empresas, a crise econômica. Junto a isso, o aumento do diesel e outros insumos pesam ainda mais no orçamento, aponta os empresários e grupos que atuam no Sul do Rio.
Com isso, segundo o Sindpass, se faz urgente e necessária a discussão de medidas para o enfrentamento da crise. “É preciso ações efetivas, sejam ela com projetos de créditos de passagens, subsídios ou redução de impostos. O que não podemos mais é ficar de braços cruzados em uma situação que traz prejuízo para as empresas, os trabalhadores e a população”, frsou Paulo Afonso.

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