Atualizado às 22h07min.

VOLTAÇO
O atual presidente Flávio Horta conquistou a maioria nas urnas na eleição realizada neste sábado (08) para presidência do Volta Redonda Futebol Clube. O placar foi de 100 votos para Chapa 2 (Horta) contra 71 votos para Chapa 1 (Torturella). A chapa 3, que concorreria, retirou o nome durante a manhã e não concorreu. Foram 185 votantes. Deles 13 votos nulos, de um total de 220 eleitores aptos a votar.
Conversamos por telefone com Gabriel Torturella, desafiante da Chapa 1. Ele lembrou que as investigações prosseguirão e corre se o risco, caso seja descoberta alguma irregularidade, “pode haver uma nova eleição”.
– Parabéns ao presidente reeleito. Desejo que ele faça um bom mandato para o clube – comentou Gabriel.
Ex vice-presidente e rival nas eleições desse ano, Gabriel ressaltou ainda o bom andar do pleito realizado. Porém, lamentou que o juiz tenha negado uma urna extra para os eleitores considerados “sob judice”.
– Pedimos uma urna extra, mas não foi cedida pela Justiça. Entendíamos que os eleitores, que estivessem sob a possibilidade de votação irregular, votasse em uma urna separada. A maioria decidiria da na primeira urna, mas a Justiça entendeu que não. Respeitamos a oposição e nenhuma ocorrência foi registrada. Parabenizar o presidente da eleição, André Queiroz, que presidiu toda votação corretamente e sem nenhum tipo de ocorrência – lembrou o candidato da oposição.
Também por telefone, o presidente reeleito, Flávio Horta, disse que a disputa foi “bom para o clube”. Segundo ele, a muito tempo não se via uma eleição assim na cidade. Horta minimizou as investigações, dizendo que tudo não teria passado de uma “manobra da oposição” para atrapalhar as eleições.
– Havia um temor muito grande de enfrentar nossa chapa nas eleições. A oposição fez de tudo para isso não acontece e a eleição não acontecesse. O que houve foi uma moça que passou pelo clube e fizeram ela prestar um depoimento. O que aconteceu que houve a denúncia e agora vão responder por ela – afirmou.

“Não fazemos política com o clube”, disse Horta

Flávia disse que o que houve foram atos que classificou de “cobiça”. Ele disse que, mesmo se fossem entregar o clube, queria fazer isso com a chance de o clube disputar os campeonatos da Série C e o Carioca, para ter chance na Copa do Brasil do ano que vem.
Escolhemos o técnico que conhece o clube. A decisão para termos chance de preparar bem o time para o que vamos enfrentar o ano que vem. Precisamos contratara quatro ou cinco jogadores. Isso para seguir o planejamento e tentar conquistar as vitórias.
Sobre uma possível interferência política nas eleições, Horta desabafou que foi surpreendido.
– Nunca permiti que fizessem política/partidária no clube. A coisa estava escambando para esse lado. Sou um homem de 73 anos e advogado há mais de 40. A pessoa se dá o direito de denegrir uma imagem honesta construída durante a minha vida. Vou estudar todas as declarações que fizeram e tomar as medidas que julgar necessário – ressaltou, dizendo que já foi ao Ministério Público para se inteirar das acusações.
Por fim, Horta se disse feliz e satisfeito. Ele ainda comentou que o clube não pode parar e vai seguir a preparação para os campeonatos no começo do ano. “Muitos aqui comemorando e é isso que nos dá força para que continuemos o trabalho e que estamos no caminho certo. Nosso time é bom, mas precisamos contratar mais alguns jogadores. Agora precisamos de paz para tocar o planejamento. Quero agradecer a todos que nos ajudaram durante esse período e a imprensa que buscou mostrar sempre a verdade dos fatos – agradeceu.

Mais votado no Conselho Fiscal

Neto de conselheiro e filho de outro torcedor do clube, o engenheiro civil Vinícius Bosco, conversou o SFO. Ele foi o mais votado para o Conselho Fiscal. Foram 116 votos. Segundo ele, o sentimento maior é poder trabalhar pelo clube onde cresceu e que o avô ajudou a nascer a paixão que ele tem.
– Primeiro vamos reunir quem venceu e saber qual será a meta. Precisamos de apoio dos torcedores e com certeza o que for irregular vamos fiscalizar para seja feito o melhor para clube. Inclusive investigar o trabalho de ex-presidentes. O que mais quero é representar minha família, meu avô, que tem uma história no clube e deu a vida por ele. Quero ser a voz dos torcedores que lutam e estão em todos os jogos. Quero fazer o melhor para eles – frisou.

Em segundo lugar, com 108 votos, ficou o contador e auditor independente, Gesnaldo Cunha. Em terceiro Reinaldo, com 86 votos.