(SUL FLUMINENSE ONLINE)
<
SUL FLUMINENSE

Atualizado às 13h08min.
Com a crise provocada pela pandemia do Coronavírus, várias cidades no Brasil estão discutindo de forma mais ampla seus efeitos sobre a saúde e os serviços essenciais prestados à população, como o de transporte coletivo. Há municípios, porém, que tratam o tema como pauta secundária um dos setores mais afetados pela crise.
Nesse momento em que a pandemia chega a números altíssimos de infecções, muitas cidades estão ajudando a custear o transporte coletivo para garantir a continuidade da operação e também reduzir o nível de ocupação dos ônibus.
O cálculo tarifário realizado nos sistemas de transporte Brasil afora considera o número total de passageiros pagantes para se chegar ao valor da tarifa. Quando ocorre grande redução na quantidade desses passageiros, o serviço fica sem sustentação.
Todos os sistemas de transporte urbano, não só no Brasil, são projetados para transportar passageiros em pé, porém quando existe uma necessidade de reduzir a ocupação nos coletivos é preciso se fazer uma compensação para que o serviço não entre em colapso.
Essas ações para garantir que não ocorra o esgotamento do sistema e compensar a falta da demanda já estão sendo feitas em várias cidades como: Blumenau/SC, Campina Grande/PB, Pouso Alegre/MG, Uberlandia/MG Campinas/SP, Goiânia/GO, Botucatu/SP e Taubaté – SP.
Em Taubaté, por exemplo, sem que houvesse alteração na tarifa, a prefeitura triplicou o valor do subsídio pago para a ABC Transportes, que presta o serviço de transporte público, de R$ 0,50 para R$ 1,50 por passageiro.
Em Botucatu/SP o governo municipal é responsável por pagar até R$ 0,25 da tarifa por passageiro. “Entendendo o momento delicado que todos estamos passando nessa pandemia.
Em nossa região somente os municípios de Itatiaia e Porto Real ajudam a cobrir os custos do transporte coletivo, onde uma parte da tarifa é paga pelo passageiro e a outra pelo Município.
Para se ter uma ideia do tamanho da crise no setor, as empresas não estão conseguindo efetuar o pagamento de salário para seus colaboradores desde Fevereiro de 2021.
É urgente uma discussão ampla para tratar do tema. As empresas estão fazendo o necessário para se adaptar aos decretos e as necessidades do usuário, mas sem subsídios a situação está passando de uma crise para um colapso e nos aproximamos de uma possibilidade de inoperância”, disse o presidente do Sindpass, Paulo Afonso.

Comentários via Redes Sociais ou no portal:
(O Sul Fluminense Online não se responsabiliza por comentários na matéria).