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Atualizado às 16h21min.

RODRIGO MATIAS
Estou refletindo muito sobre a morte, no final de semana passado aconteceram dois casos que me levaram a isso. O primeiro, um acontecimento trágico, mas natural, o falecimento do senhor Benício Ferreira da Silva, pai do atual prefeito de Volta Redonda-RJ, Samuca Silva. Benício já era um senhor de mais de oitenta anos, mesmo assim, seu falecimento me fez refletir sobre a morte e legado.
Ao falar com a imprensa uma das frases do prefeito foi: “Obrigado meu pai, pelo exemplo e dedicação”. O pai do prefeito já estava internado há duas semanas e faleceu por consequência de complicações cardíacas, segundo informações da assessoria do prefeito.
Outro acontecimento funesto que me fez refletir sobre a morte foi o assassinato de Anderson do Carmo, pastor e casado com a deputada federal Flordelis. Anderson foi morto com vários tiros na madrugada de domingo, voltando com a esposa de um passeio.
A morte do pastor segue sendo investigada, as suspeitas são diversas, que vão desde crime político até desavenças familiares. No laudo da secretaria de estado de segurança pública polícia civil do estado do Rio de Janeiro, IML – Instituto Médico Legal – constam, exatamente, 49 lesões no corpo de Anderson, contando, também, as perfurações por projéteis.
Tenho que admitir, essa última notícia mexeu comigo de uma forma diferente. Anderson do Carmo tinha 42 anos, 55 filhos, sendo 51 adotivos e 04 biológicos. Ele era um líder eclesiástico pujante, segundo a esposa, marido exemplar e pai dedicado. Até o momento que finalizo essa coluna, a última informação segundo policiais da Delegacia de homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), é que Lucas dos Santos, de 18 anos, um dos filhos adotados do casal, foi um dos executores do próprio pai, a mando de Flávio Rodrigues de Souza, de 38 anos, filho biológico de Flordelis, mas não de Anderson do Carmo. A morte teria motivada o crime por uma suposta traição conjugal de Anderson, ainda não comprovada.

A primeira pergunta que me veio à mente foi: qual o propósito de uma morte tão brutal como essa? Ainda não encontrei uma resposta.
Esses dois casos, de mortes de pais de família, me fizeram pensar nas minhas próprias experiências com a morte, acidente, afogamento, tiroteio e outras, inclusive como realizador de dezenas de ofícios fúnebres, em diversos contextos distintos.
A morte tem várias faces, dizem que somente três pessoas não foram tragadas por ela. Segundo o entendimento judaico/cristão, Enoque, Elias e um jovem carpinteiro da Galiléia. Na mitologia ela, morte, se apresenta de várias formas, desde uma jovem gótica na atualidade, a uma divindade nórdica na antiguidade. Para muitos, ela é inevitável, para outros, algo a ser superado.
A morte, em diversas culturas, é representada por uma entidade feminina. No entanto, na cultura grega, é uma entidade masculina, de nome Thanatos, filho, sem pai, de Nix, a divindade que representa a noite, e esta, filha do Caos. Outras versões falam que a personificação masculina da morte era filho de Nix e Érebo, a noite eterna do Hades, tinha também como irmão Hipnos, o deus do sono. Antes que você pergunte, sim, o personagem Thanos da franquia cinematográfica Vingadores foi inspirado em Thanatos.
De qualquer forma, quando se trata da “inevitável” alguns a anseiam, outros a rejeitam. Particularmente, estou farto de ver as várias faces do senhor, ou senhora, morte.
E você, passou por alguma experiência com a morte? Deixe um comentário. Até a próxima semana.

 


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