Atualizado às 12h01min.

VOLTA REDONDA
O corpo do motorista de aplicativo Shirlon Teixeira Fortini, de 30 anos, foi encontrado na manhã de quarta-feira (03), dentro do carro dele, na Rua 11, do bairro Siderlândia, em Volta Redonda, no Sul do Rio. A perícia não conseguiu definir qual é a causa da morte do rapaz que estava desaparecido desde o último sábado (30). Somente exames do IML (Instituto Médico Legal) poderão esclarecer o mistério.
O avançado estado de decomposição do corpo dificultou o esclarecimento da causa da morte. Muito inchado e dentro do carro impossibilitou uma análise detalhada da perícia. O carro em que Shirlon trabalha como motorista tinha vidros escuros que também adiou que ele fosse visto lá dentro.
O carro com o corpo já foi removido para o IML para que fossem iniciados os exames de necropsia. Perto de um dos pneus do carro havia uma mancha de sangue no chão. Porém, pode ter sido causado pelo resultado da decomposição do corpo que pode ter ficado mais de três dias fechado dentro do veículo.
Testemunhas contaram à polícia que o carro estava no local desde domingo (31). Ninguém percebeu que havia alguém dentro do veículo por conta dos vidros escuros. O cheiro forte revelou que havia alguém morto. Uma moradora estranhou e chamou a polícia.
O pai do rapaz, que foi candidato a vereador nas últimas eleições, Joel Fortini, estranhou o sumiço depois de chegar na casa do filho, que morava sozinho, e encontrar a porta aberta e a TV ligada. O pai revelou ainda que ele fazia uso de medicamentos controlados e enfrentava uma depressão. Depois de ter almoçado com o pai, Shirlon foi visto perto da casa dele, no bairro Limoeiro, durante a noite.
O pai contou ainda que esteve na casa do filho, encontrou os documentos dele sobre a mesa. Segundo ele, não havia sinais de luta ou violência dentro da casa.
Shirlon sofria de depressão e tomava remédios controlados, segundo o pai do rapaz.