Atualizado às 06h29min.

RIO DE JANEIRO
Um erro material do Tribuanal Regional Federal da 2ª Regiao (TRF-2), os ex-deputados estaduais Edson Albertassi e Paulo Melo foram soltos na tarde da sexta-feira (13). Eles estavam detidos a quase dois anos no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Norte do Rio. Um novo alvará foi emitido e eles tiveram que voltar para prisão no início da noite. A medida seria porque os dois ainda teriam um mandado de prisão preventiva em vigor.
Os dois e Jorge Picciani receberam o benefício de habeas corpus na Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava-Jato do Rio. O pedido foi dado na última quarta-feira (11). O mesmo assim, os três ainda cumprem a prisão preventiva por causa de outra operação, a Cadeia Velha. Por isso tiveram que permanecer presos. Ainda se não bastasse o equívoco, o tribunal ainda trocou os números dos processos que eles respondem.
Segundo o TRF-2, por um erro material, o alvará saiu com os números dos processos da Furna da Onça e, indevidamente, com o da Cadeia Velha. O erro será corrigido, mas ainda não há a informação de qual será o procedimento. A decisão da prisão preventiva foi proferida pela Primeira Seção Especializada no processo da Operação Cadeia Velha.

Histórico e condenações

Paulo Melo é ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e Albertassi foi líder do governo durante a gestão de Luiz Fernando Pezão. Em março deste ano, o Tribunal Regional Federal, da 2ª Região, condenou Edson Albertassi por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Paulo Melo foi o único que não foi condenado por lavagem de dinheiro. Paulo recebeu a sentença condenatória de 12 anos e 10 meses e prisão. Já Albertassi, a pena foi de 13 anos e 4 meses.
Foto: Reprodução.

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