Caros leitores,
Estamos recebendo mais um grande talento e mente da nossa região para estreia de uma nova coluna aqui no nosso portal SUL FLUMINENSE ONLINE. O professor graduado em Estudos Sociais e em História, empresário, líder eclesiástico e doutor Honoris causa em filosofia e teologia, Rodrigo Matias. A partir de agora ele se une ao nosso time de colunistas e trará sempre assuntos relevantes ao nosso dia a dia. Seja muito bem-vindo! Uma honra tê-lo em nosso seleto grupo de colaboradores.
Segue nosso primeiro texto. Boa leitura!
Jean Alves
Diretor Executivo – SFO

Atualizado às

NACIONAL
Recentemente o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, encaminhou um e-mail para diversas escolas do país exigindo que fosse feito vídeo das crianças cantando o hino nacional e repetido o jargão utilizado pelo atual presidente em sua campanha em 2018: “Brasil acima de tudo. Deus acima de todos”.
Isso viola os princípios constitucionais da impessoalidade ao fazer propaganda do governo, com slogan de campanha, e da moralidade. Além de ser uma afronta ao estado laico. Sem falar que crianças não podem ser filmadas sem a permissão dos responsáveis, o que demandaria uma produção sem precedentes de permissões impressas. Sem falar que aumentaria os custos, já escassos, das escolas públicas.
Acredito que o MEC deveria defender outras prioridades no momento. Escolas sem infraestrutura, sem professores, sem merenda para os estudantes, etc. Resolvidas essas questões, aí sim poderíamos fazer propaganda e elevar o moral cívico. Ao que parece, em um vislumbre de sensatez, o ministro da Educação voltou atrás na decisão de filmar as crianças, após as várias críticas sofridas. Essa tem sido uma prática comum do atual governo, tomar uma decisão e voltar atrás, em um “Moonwalker” constante de dar inveja no falecido rei do pop, Michael Jackson. Vide que, dentre tantas outras mazelas, o próprio ministro foi demitido. Sendo substituído por Abraham Weintraub, seguidor do “guru” da família de Bolsonaro, Olavo de Carvalho.
A primeira medida do novo ministro foi chamar de volta os discípulos de Olavo que foram dispensados, e demitir os militares que haviam sido contratados para trabalhar no MEC. Mas eu penso ser melhor tentar desfazer uma besteira do que insistir nela, ou melhor, o ideal seria evitar de fazer besteira, mas aí seria exigir demais dos atuais governantes e sua equipe. (Foto: Reprodução Veja/Abril).