Profissionais da Educação fazem protesto em frente a prefeitura de Pinheiral
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PINHEIRAL

Atualizado às 20h54min.
Os profissionais da Educação de Pinheiral realizaram na manhã quinta-feira (15), em frente à prefeitura da cidade, um ato de protesto contra o que chamam de “falta de respeito do poder municipal”. A manifestação contou com carro de som, cruzes fincadas no gramado, cartazes e até um caixão, que representava o luto dos servidores do município.
O ato reuniu profissionais da maioria das unidades escolares da cidade e foi promovido pela sede municipal do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). Segundo os manifestantes, o ato foi decidido em assembleia.
– Questionamos o motivo de ter havido, por três meses, cortes em nossos salários e o que ouvimos da prefeitura é que não responderiam. Eles nos obrigaram oficializar na Justiça o pedido de devolução dos nossos salários, que foram cortados mesmo sem a interrupção das atividades remotas. Nós não paramos de trabalhar nenhum dia se quer – explicou a diretora do Sepe, Aline Alice, esclarecendo que a greve feita pela categoria foi apenas das atividades presenciais.
Entre os pedidos dos professores está a fiscalização do cumprimento dos protocolos de segurança, a adoção de aulas remotas síncronas, a melhoria da qualidade na merenda escolar, a não ampliação do número de alunos em sala e a devolução dos descontos salariais.
– Nossa greve das atividades presenciais foi legal. Entregamos toda a documentação, seguimos tudo o que está disposto em lei. Temos o direito à greve, assim como todos temos direito à vida. Não faltamos trabalho. Estivemos presentes na plataforma em todos os dias descontados – afirmou a líder sindical.
Profissionais fizeram ato simbólico em frente a prefeitura
Profissionais fizeram ato simbólico em frente a prefeitura, gritaram palavras e ordem e levantaram cartazes.
A manifestação que ocorreu sem tumulto. Segundo o Sepe, nenhum representante da prefeitura atendeu ao grupo. Apenas dois vereadores, Léo da Saúde e Mario Arthur, líder do governo na Câmara Municipal, foram conversar com os servidores.
Por nota, a prefeitura disse que o “desconto do salário” referente aos dias não trabalhados está previsto em Lei conforme o atr. 9º da Constituição Federal, Lei n 7.783/89. O governo alega que a greve “foi ilegal”, segundo a procuradoria do município, “no que se refere ao ‘Estado de Greve’. Para isso, a prefeitura justifica os descontos que “não teriam sidos desempenhadas suas atividades laborais, seja realizado o lançamento de faltas ao serviço no respectivo Cartão de Ponto, procedimento previsto no art. 60, inc. I, da Lei municipal nº 187, de 30 de dezembro de 2002, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Pinheiral”, como diz constar no despacho Ref.: Processo nº 2.371/2021.
A seguir, a prefeitura ressaltou ainda que respondeu nos processos que foi citado, judicializados pelo Sepe. Entre eles, cita ainda a suspensão das aulas presenciais, que, segundo a prefeitura, foi negada pela Justiça e que ainda teria facultado aos servidores que quisessem trabalhar para recomposição salarial em detrimento aos dias não trabalhados, em deferimento da greve.
Sobre a denúncia do Sepe, que estaria faltando insumos como máscaras e álcool em gel, a prefeitura afirmou que é “mentira”. A nota citou uma matéria de TV que mostrou uma das escolas com material de proteção contra o Covid-19. Na reportagem citada, teriam sido apresentadas medidas de prevenção e até a produção de máscaras feitas pelos moradores e doadas aos alunos.

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