Atualizado às 19h.

VOLTA REDONDA
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) e a Harsco justificaram que estão “em busca de alternativas para resolver a questão” do problema da escória estocada em um pátio, às margens do Rio Paraíba do Sul, em Volta Redonda, no Sul do Rio. A Comissão de Saneamento Ambiental da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) esteve no depósito na última sexta-feira (6) e anunciou que as empresas não cumpriram a liminar de diminuir para quatro metros a altura das montanhas de escória.
A medida foi dada pela 3ª Vara Federal de Volta Redonda. Nenhuma das empresas negou que a decisão judicial não esteja sendo cumprida. Segundo as empresas, seus representantes apresentaram as iniciativas que estão sendo adotadas, entre elas o recente convênio firmado com sete municípios da região, para doação de agregado siderúrgico, bem como a disposição da empresa de firmar novos convênios com municípios e com o governo do estado, além dos estudos em andamento para novas destinações para esse material. Como por exemplo, o uso para confecção de massa asfáltica.
A nota comenta que “o agregado siderúrgico não é tóxico. Ele é um coproduto gerado no processo de refino do aço e usualmente destinado para diversas aplicações, em especial a pavimentação e a terraplanagem”, explica a CSN.
Segundo a empresa, “estas aplicações, mundialmente consagradas, representam ganho ambiental, uma vez que possibilitam a redução de uso de recursos naturais não-renováveis, como os provenientes de mineração de rochas, areias e outros materiais primários”.
A Harsco informou que “vem concentrando esforços em alternativas viáveis para endereçar o problema, juntamente com seu cliente CSN”, dizia a nota.
A nota ainda afirma que a os órgãos competentes as ações tomadas para o cumprimento da liminar. Elas explicam ainda que sugeriu aos órgãos competentes um plano de ação para ações de forma planejada, a fim de não acarretar um dano público ou ambiental.
Em sua nota, a Harsco justificou ainda que no ano passado destinou um total de 317 mil toneladas de agregado siderúrgico beneficiado, representando um aumento de 108% na destinação, comparado com o ano de 2016, e que tem intensificado o contato com prefeituras, na tentativa de doar o material considerado excedente no pátio.

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