Samuca anuncia fechamento do comércio por sete dias
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Foto: Divulgação/Secom-VR.
VOLTA REDONDA

Atualizado às 22h13min.
O que muitos comerciantes temiam vai acontecer a partir de sexta-feira (26), o comércio voltará a fechar por decisão do Executivo. O prefeito Samuca Silva (PSC) revelou que vai decretar o fechamento do comércio por sete dias. A decisão será tomada depois que o Hospital Regional Zilda Arms, administrado pelo Estado, revelou que não vai mais receber pacientes do Covid-19. A medida é por causa do atraso nos pagamentos à OS (Organização Social), que administra a unidade médica, que fica no bairro Roma.
Como aconteceu no início da pandemia, somente serviços e comércio considerado essenciais terão autorização para abrir. Segundo o prefeito, a medida tem o objetivo de preservar a capacidade dos hospitais da cidade e vem depois do aumento na ocupação de leitos de UTI na rede pública.
Segundo dados divulgados pelo prefeito, entre os dias 17 e 23 de junho, os leitos de UTI subiu 90%, passando de 19 para 42. No entanto, na média complexidade, no mesmo período, passou de 55 para 75.
– Hoje não conseguimos transferir pacientes para o Hospital Regional, o que torna instável a situação de Volta Redonda – afirmou Samuca, na transmissão ao vivo feita nas redes sociais do prefeito.
Ainda há 10 pacientes da cidade internados no HR. O prefeito acrescentou ainda que é a favor da flexibilização. “Não podemos perder o foco, que é a Covid. Sob o ponto de vista da economia, lamento”, ressaltou Samuca.
O prefeito ainda destacou que a cidade teve mais uma morte confirmada – agora são 59 mortes pelo coronavírus. A paciente era uma idosa de 78 anos. Os casos suspeitos passaram para 5.217, um aumento de 4,65% em relação ao dia anterior. Os confirmados são 1.301, com 1.488 negativos e 1.037 curados.

MPRJ manda Witzel pagar a OS

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), de Volta Redonda, recomendou que o governador Wilson Witzel e ao recém-empossado secretário de Saúde, Alex Bousquet, que eles regularizem os pagamentos junto à OS IMAPS. O objetivo é regularizar o funcionamento da unidade que informou que não vai mais receber pacientes. 
O documento expedido pelo MPRJ reforça que o HR tem “papel estratégico e vital no sistema de saúde do Estado, principalmente, no momento de pandemia de Covid-19”.
A recomendação ressalta ainda que a parcela referente ao mês de março foi parcialmente paga, no valor correspondente a 70% do total. Além disso, os meses seguintes continuariam em aberto, sem qualquer repasse. Foi dado um prazo de 24 horas para que o estado se pronuncie sobre a recomendação e o pagamento.
– Em caso de negativa, poderão ser adotadas as medidas jurídicas cabíveis – frisou a promotoria.

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1 COMENTÁRIO

  1. Enquanto comercio e templos relogiosos e outros, fecham, aumenta ainda mais a ANARQUIA na periferia, fantasiada de “festival de pipa”, onde centenas e as vezes milhares de participantes, a pretexto de soltar pipa, se embriagam, ouvindo canções tribais, usam drogas ilicitas, pilotam motocicletas sem equipamento de proteção individual, tudo isto SEM MASCARAS, e a prefeitura acha que a solução é fechar o comercio?

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