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Atualizado às 14h37min.


Barra Mansa

O corpo de Valmir da Silva Lourenço foi sepultado na manhã desta quinta-feira (16), no Cemitério Municipal de Barra Mansa, no Centro. Depois de 11 dias a família, enfim, pôde enterrar o rapaz que estava desaparecido desde o dia 06 deste mês. Foram onze dias de angústia de parentes e amigos do rapaz.

Por volta das 8h da manhã familiares aguardavam a chegada do corpo. O sepultamento, marcado para 9h da manhã, só aconteceu perto das 11h. O corpo veio em caixão lacrado, do Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Piraí. Não foi possível realizar o velório. Muito emocionada, a mãe desmaiou e precisou ser amparada por parentes. Sem luxo e em uma cova rasa o jovem enterrado.

O corpo foi encontrado no início da tarde desta quarta-feira (15), preso ao pilar de uma ponte, em Vargem Alegre, em Barra do Piraí. O cadáver foi visto pela primeira vez, no Rio Paraíba do Sul, na última segunda (13). Uma tentativa frustrada de resgatar o corpo fez com que ele desaparecesse na correnteza. Pouco mais de 48 horas depois, os Bombeiros do grupamento de mergulho, do Rio de Janeiro, conseguiram localizar o corpo do rapaz.

O avançado estado de decomposição do corpo dificultou o reconhecimento. Um cunhado e um tio foi que conseguiram reconhecer por causa de três tatuagens que ele tinha. No braço, na barriga e na perna. Em uma delas tem o nome de um dos irmãos de Valmir. “Seria impossível reconhecer ele se não fossem as tatuagens. Não desejo para ninguém ter que ver o que eu vi. Um rapaz jovem, forte e terminar assim. Todo esse sofrimento poderia ser evitado se os Bombeiros da primeira equipe tivessem retirado o corpo da água. Eles foram aventureiros e colocaram em risco a própria vida”, analisou Luis Paulo Ambrozio. O cunhado fez questão de ressaltar o trabalho dos mergulhadores, durante as buscas. “Os mergulhadores estão de parabéns, pois foram incansáveis em encontrar o corpo do meu cunhado. O tenente Trancoso comandou o trabalho e não descansou até achar o corpo do Valmir. O trabalho do Instituto Médico Legal (IML) de Barra do Piraí também foi excelente para apressar a liberação do corpo,” frisou.

A namorada do rapaz, Thaís Gonçalves, foi ao sepultamento. Durante as buscas, a família criticou a postura da moça, que não foi até o local acompanhar o trabalho dos Bombeiros. Segundo ela, eles estavam juntos há dois anos e não haviam brigado. O último dia que ela teria estado com Valmir, antes dele desaparecer, teria sido no sábado (04). “Eu não briguei com ele como falaram. Nós estávamos bem. Ela sabe (apontando para uma mulher ao lado) ele disse que ia arrumar um emprego para me ajudar cuidar do meu filho. Não consegui falar com ele, no domingo, aí fui a minha casa. Achei que ele estivesse lá, mas não o encontrei. Na segunda comecei a ficar preocupada. Liguei várias vezes para família. Não queria acreditar que era ele”, afirmou Thais. Perguntada se o rapaz havia dito que teria sido ameaçado ou algum acontecimento fora do normal, ela disse que não.

Corpo chegou duas horas depois do horário marcado para o enterro. (Foto: Evandro Freitas)

A Polícia Civil de Barra Mansa não havia registrado o desaparecimento do rapaz por conta da paralisação. Somente registros de flagrantes estavam sendo registrados. O laudo com a possível causa da morte deve ficar pronto em 30 dias. A família pretende comunicar à 90ª DP para tentar descobrir a causa da morte do rapaz.