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Fotos: Evandro Freitas.

VOLTA REDONDA


Atualizado às 23h05min.

A ação conjunta entre as polícias Militar e Civil desenterrou em um sítio, na zona rural de Volta Redonda, no Sul do Rio, cerca de 30 quilos de drogas. Além do entorpecente, os agentes encontraram dois fuzis. Um fuzil 762, com 02 carregadores e outro fuzil 556 com mais dois carregadores.
O esquema ainda envolvia um carro, um Renault Sandero branco, que estava com vários compartimentos preparados para transportar droga escondida. Segundo os agentes, o veículo seria usado como “mula” para levar droga pela região.
SUL FLUMINENSE ONLINE foi o único veículo de imprensa a acompanhar a chegada das equipes na delegacia (93 DP). Participaram da operação duas alas do Serviço Reservado da PM (P2), mais duas equipes do GAT (Grupamento de Ações Táticas) e o sub-comandante do 28º Batalhão, Gilvan Simões Silva. Além de uma equipe da Polícia Civil com três agentes.
Uma prática comum dos traficantes enterrarem a droga para  dificultar a apreensão. Além disso, os suspeitos criavam dois jacarés do papo amarelo no local. Os animais foram resgatados e serão levados para o zoológico municipal.

Drogas estavam enterradas em dois latões

O sítio fica numa área rural do bairro Santa Bárbara, que fica perto da estrada Roma/Getulândia. Um suspeito foi preso no local. Em seguida, os agentes encontraram 18 tabletes de maconha, 33 tiras e mais 6 pés da mesma droga, 10 sacos com pinos vazios, 13 bolas de cocaína e 40 pinos da mesma droga. Além disso, foram encontradas etiquetas com inscrição, uma touca ninja, três tesouras, uma faca, dois grampeadores, 21 munições de calibre 9 mm e mais 23 de calibre 12, três balanças de precisão, dois pontes com chumbo e pólvora, uma gandola camuflada e R$ 283 em dinheiro.
A Polícia Civil e Militar comemoram a ação na chegada à delegacia. Segundo o delegado titular da 93ª DP, Victor Tuttman, duas facções criminosas da cidade estão investindo em armamento pesado. Segundo o delegado, a intenção é intimidar rivais e a polícia.
– Há meses essas quadrilhas rivais estão gastando com armas de fogo de grosso calibre. A ideia é alcançar o controle de territórios que lhes sirvam de bases operacionais – afirma o delegado, que ainda revelou que vídeos nas redes sociais mostraram seis armas longas.