Atualizado às 13h24min.

VOLTA REDONDA
Para lembrar a Semana do Autismo, a Apadem – Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais, realizou a 10ª Caminha do Autismo, em Volta Redonda, no segundo domingo (08) de abril. Famílias andaram pelas ruas da Vila Santa Cecília, um dos centros comerciais da cidade. A Guarda Municipal colaborou com a caminhada fechando algumas vias durante o evento que saiu da Praça Brasil, contornou o Escritório Central e voltou para praça.
Cerca de 300 pessoas participaram da caminhada. Três vereadores da Câmara Municipal e a secretária da Mulher, Idoso e Direitos Humanos (SMIDH), Dayse Pena. Ela ressaltou o apoio da prefeitura. “O município tem cuidados especiais com os autistas, tendo ações na educação com a Escola Dayse Mansur, saúde em atendimentos específicos e parcerias com a sociedade. Ainda temos vários desafios, mas estamos dando passos firmes nesta gestão”, contou.
O voluntário da Apadem, Francis Carvalho, empresário, ele sempre apoia a caminhada. Representante de uma clínica de equoterapia, no bairro Dom Bosco, ele faz questão de lembrar que é preciso mais para os autistas. “É preciso entender que a população autista precisa de carinho, atenção e compreensão. E dispor do que puder para que eles tenham uma qualidade de vida melhor”, frisou.
Famílias participam de caminhada em prol do autismo, em Volta Redonda.

 

De acordo com Luciana Amparo, mãe do Kelvin, de 09 anos, muitas pessoas ainda desconhecem o que de fato é autismo. “A sociedade, muitas vezes por falta de conhecimento, acaba descriminando os autistas. A campanha e a caminhada ajudam na divulgação e chamam a atenção das pessoas sobre o que é de fato o autismo. Vejo a evolução do meu filho e acho que todos deveriam apoiar ainda mais essa causa”, comemorou.
A presidente da Apadem, Márcia das Candeias, ainda é preciso avançar, mas estamos no caminho. Para ela, a sociedade tem prestado atenção que o autismo é “uma causa de todos nós”. Ela ainda explica que o autismo é uma situação difícil para toda família. Leis estão sendo elaboradas em benefício do autista, como a fila prioritária para eles. “Eles são considerados deficientes e a preferência é um direito deles. A criança não tem a paciência de esperar e esse é mais um direito garantido”, ressaltou. (Fotos: Evandro Freitas).