Câmara cassa mandato de Paulinho do Raio-X por unanimidade
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VOLTA REDONDA

Atualizado às 22h46min.
Os vereadores de Volta Redonda, sob uma Câmara quase que com a capacidade máxima permitida, de 30% de público, votou uma mudança na Lei da Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública, a COSIP. A alteração no artigo 149-A diminui o teto de quem deve pagar, de 600 kW para 140 kW, na conta de energia.
Agora quem consumir acima dos 140 kW terá que pagar mais 8% em cima do valor total da conta para custear a iluminação pública do município. A mudança vai atingir diretamente no bolso do consumidor e deixará ainda mais salgada a conta de luz no fim do mês. Sem falar que o governo informou essa semana que a bandeira tarifária para os três próximos meses deve ser a mais alta, na cor vermelha.
O projeto para de lei para a mudança veio para Câmara em regime de urgência e preferência, mandado pelo prefeito Antonio Francsico Neto (DEM). Votaram a favor os vereadores Fábio Buchecha (PSC), Paulo Conrado (DC), Lela (PSC), Vair Duré (PSC), Francisco Novaes (PP), Tomponi (PTB), Rodrigo Nós do Povo (PL), Pastor Washington (Republicanos), Cacau da Padaria (MDB), Neném (DEM), Paulo AP (DEM) e Guilherme Sipe (PP), que fez a estreia na casa como suplente de Hálison Vitorino (PP), que foi para o governo.
Sete votaram contra, os vereadores  Jari (PSB), Jorginho Fuede (PSDB), Luciano Mineirinho (PSD), Renan Cury (SD), Betinho Albertassi (PSD), Rodrigo Furtado (PSC) e Walmir Vitor (PT). Antes da votação, Walmir Vitor, Rodrigo Furtado e Jari declaram ser contra a votação para taxar o consumidor em mais um valor. Os três sugeriram que a matéria fosse votada em outro momento. Vota vencido pela maioria. O público vaiou e gritou palavras de protesto contra os vereadores. “tem gente passando fome e vocês aumentando o custo da energia elétrica. Isso é uma vergonha”, falou uma expectadora.
A sessão foi interrompida por quase 20 minutos e a maioria se reuniu com o presidente para discutir os votos, antes da definição. A lei que aumentou o teto, na legislatura passada, de 200 kW para 600 kW foi de autoria do vereador Nilton Alves de Faria, o Neném. No final, ninguém quis comentar a decisão. A lei passa a valer assim que Neto sancionar, que deve ser ainda essa semana.

Veja as alíquotas da mensagem do governo

Residencial – 8%

Comercial – 4%

Industrial – 0,8%

Administração Condominial – 8%

Serviços de Comunicação e Telecomunicação – 4%

Serviços de Transportes – 4%

Água e Esgoto – 4%

Baixa Renda (Acima de 140 KWH) – 8%

Outros Serviços e Atividades (acima de 140 KWH) – 4%


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1 COMENTÁRIO

  1. Pura safadeza destes políticos que no momento atual de pandemia, desemprego, falta de esperança e etc, irão arrebentar mais ainda o cidadão, haja vista a famosa bandeira vermelha que virá por ai devido aos reservatórios baixos por pouca chuva.
    Com certeza não serão esquecidos nas próximas eleições.
    O povo irá dar o troco nas urnas.

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