Atualizado às 19h36min.

VOLTA REDONDA 
A Câmara Municipal de Volta Redonda realizou na noite de quarta-feira (4) uma audiência pública sobre Autismo. O encontro reuniu pais e familiares de pessoas que possuem o espectro autista. Os secretários de Saúde e a de Educação, Alfredo Peixoto e Rita de Cássia, conselhos e representantes de instituições participaram da audiência.
Foram discutidas questões que envolve tratamento, saúde, educação, emprego e leis já aprovadas que garantem direitos as pessoas e famílias que tem parentes com necessidades especiais. O vereador Washington Uchôa, foi que solicitou a audiência. Segundo ele, a intenção é lutar para que os direitos dos autista sejam cumpridos.
– Tenho certeza que daqui para frente, na educação, saúde, vamos ter avanços para o público autista. Sabemos que existem histórias de preconceito. Estou à disposição para fazer acontecer e os símbolos dos autistas tem que estar no comércio, estabelecimentos e ônibus. Conto com o apoio de todos para que isso aconteça de verdade”, defendeu o parlamentar.
O secretário Alfredo Peixoto, da Saúde, comentou que a prefeitura acredita que a audiência é muito importante para saber o que de fato a população precisa e aceitar sugestões. “O prefeito tem uma política de inaugurar as coisas quando realmente está funcionando. É um sonho nosso ter um espaço novo para os programas que atendem o autista. Não consigo definir datas, mas queremos que seja o mais rápido possível”, afirmou o secretário.
A secretária de Educação Rita Carvalho, lembrou que a família é a “porta” mais importante para o atendimento. “Precisamos cuidar dos pais de quem é especial. O carinho tem que ser voltado para a família que é quem cuida, alimenta e zela pelo bem-estar da pessoa com autismo. Depois é cuidar do que precisa”, ressaltou a secretária.

O vereador Edson Quinto, presidente em exercício, disse que o fundamental é o envolvimento da população, como foi na audiência para criação de leis que contribuam para o bem dessas famílias. “Precisamos buscar o melhor e discutir com as pessoas que mais precisam para que as leis sejam criadas ao encontro de cada um. Queremos interagir com as famílias para ser o elo e indicar, criar e encontrar saídas para todos os problemas que surgirem”, frisou.
Elizabeth Mello, presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, disse que é uma oportunidade de discutir metas e ações para que possa fazer a diferença para as pessoas com deficiência. “Pedimos ao poder público para que seja feito o atendimento preferencial a esse público. Isso feito nas escolas, com mais professores, médicos nos postos, espaço públicos e serviços para as pessoas com autismo. Pedimos que seja formulado um documento para que possamos acompanhar o que será feito depois dessa audiência”, pediu.
A mãe de autista, Ana Carla Neri, a filha tem síndrome de West e autismo severo, ela afirma que é fundamental que as leis sejam cumpridas. É a primeira vez que ela participa de uma audiência. “É muito importante que as leis que protegem e auxiliam o autista funcionem. Os centros de atendimento as residências assistidas se façam na prática’, salientou.
Assim como ela, a Paula Moreira, que é mãe do Heitor Luciano Martins, de 12 anos, que tem autismo, defende que as leis sejam eficazes. “É muito importante saber que existem pessoas que se preocupam com a nossa causa. A família precisa de apoio e o conhecimento sobre os direitos e tratamentos. Esperamos que o poder público possa mesmo olhar com carinho para essas pessoas”, ressaltou a mãe.
Fotos: Evandro Freitas.

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