Atualizado às 19h33min.

VOLTA REDONDA
A Câmara de Vereadores de Volta Redonda realizou, na terça-feira (07), uma audiência pública focada em debater as questões da dengue, zika e chikungunya na cidade. A audiência foi um pedido do vereador Edson Quinto (PR), aprovado por unanimidade pelos parlamentares. A sessão ainda contou com a presença de representantes da Unimed, Hospital das Clínicas (antigo Vita), Hospital São João Batista, Fio Cruz e Hospital do Retiro. Além dos vereadores Rodrigo Furtado, Fernando Martins e Nilton Alves de Faria, o Neném.
Segundo a Secretaria de Saúde, a cidade não vive um quadro de epidemia desde 2016. Esse ano foi registrado aumento de casos de chikungunya e a dengue tipo 2, de acordo com os dados apresentados pelo secretário Alfredo Peixoto. “No Rio, somos um município que tem poucos bairros como índice preocupante. O carro fumacê não tem uma efetividade grande. Apesar do grande apelo da população. Hoje temos dois carros e estamos adquirindo um terceiro. A população é o principal agente de combate, na luta contra a doença”, frisou o secretário.
Segundo a secretaria, 80% dos focos são dentro ou aos arredores das casas. A demanda em terrenos com mato alto vem sendo fiscalizada. Mutirões de limpeza entre funcionários da prefeitura e a população estão acontecendo, de acordo com o secretário.
VR é tida como “fora de risco, mas alerta” pelo secretário de saúde. Porém, perto do inverno a tendência é diminuir os casos.
Os hospitais particulares somaram 315 casos confirmados de dengue em 2019. Além de 22 de chikungunya. Segundo o representante da Fio Cruz, Rivaldo Venâncio, “o crescimento acelerado das cidades tem ajudado o mosquito se proliferar e para o avanço da doença. O que falta de abastecimento regular obriga as pessoas a armazenar água em qualquer lugar, falta de coleta correta de lixo também é um fator para o aumento de casos”, analisou.
Para o presidente da Câmara, Edson Quinto (PR) a audiência serviu para debater as questões envolvendo a doença. Além de tranquilizar a população de que a cidade está em atenção, mas livre de uma epidemia como no passado. “Ficamos muito felizes com a participação de todos nessa audiência e mais feliz ainda de saber que, apesar dos casos, estamos longe de uma epidemia. O trabalho vem sendo feito. As autoridades estão atentas, mesmo com a falta de insumos do governo federal para o combate. Precisamos contar com a colaboração da população que é fundamental no combate ao mosquito transmissor. Sem a união de forças e a participação de todos não conseguiremos vencer essa batalha, que deve ser diária e constante”, finalizou o presidente. (Fotos: Evandro Freitas).

 

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1 COMENTÁRIO

  1. Tá demais. O fumacê não aparece tem 2 anos. Esse secretário de saúde tá adoecendo as pessoas. Tá difícil viu.

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