Base boicota sessão e CPI da Saúde dispara contra SamucaBase boicota sessão e CPI da Saúde dispara contra SamucaBase boicota sessão e CPI da Saúde dispara contra SamucaBase boicota sessão e CPI da Saúde dispara contra Samuca
Foto: Jean Alves.
VOLTA REDONDA

Atualizado às 22h10min.
Tem se tornado comum, depois da instalação da CPI para investigar os gastos na Saúde de Volta Redonda, a debandada dos vereadores da base do atual prefeito nas sessões de quinta-feira. Na do dia 1º de outubro não foi diferente. Somente sete vereadores, a maioria independente e de oposição, entraram no plenário para sessão. A manobra se dá para evitar que requerimentos e convocações contra o governo sejam votados na Casa.
Uma fonte do SFO disse que muitos parlamentares da base estavam na porta do plenário antes da sessão ser aberta. Muitos conversavam de política e sobre a campanha que está em vigor. Apenas dois vereadores da atual legislatura não concorrem nesse pleito, Maurício Pessoa e José Martins de Assis, o Tigrão. Todos os outros 19 são candidatos à reeleição.
A comissão processante disparou contra o prefeito Samuca Silva (PSC) que, segundo o vereador Sidney Dinho (Patriota), o chefe do Executivo “não cumpriu o prazo legal para enviar os documentos referente aos gastos na pandemia”.
A secretária de Saúde, Flávia Lipke, foi convocada pela comissão para comparecer na Câmara e adiou a ida por várias semanas. O que provocou uma verdadeira batalha entre oposição e situação. Até que um convite, de um dos vereadores da base foi aceito. Mesmo assim, a secretária não compareceu. Ela foi convocada mais uma vez para sessão desta quinta (1ª) e, segundo o vereador Dinho, enviou um ofício afirmando que teria compromissos na secretaria que a impediam de ir à Câmara.
– Ela está convocada novamente para comparecer na Câmara na próxima segunda-feira, dia 5, às 13h. Se ela não estiver aqui nesse horário, às 14h estaremos no fórum para protocolar um mandado de segurança e despachar com o juiz que cair o pedido para saber o que ele decidirá – ressaltou Dinho.
O parlamentar que é relator da comissão, junto com o presidente Jari e o membro Pastor Washington, disse ainda que pode não dar tempo dos 60 dias para a apresentação do relatório por “causa do atual prefeito”, que segundo ele ainda não entregou a documentação requisitada.
– Se não der tempo pediremos prorrogação de prazo. Porém, isso só vai acontecer por causa do atual prefeito não quer prestar contas para população o que ele gastou no período de pandemia – frisou Dinho que disse que mesmo se não estiver como vereador vai fiscalizar os gastos de Samuca. Dinho ainda espetou o prefeito chamando de “safado” e dando a definição do tema.
A cidade, como muitas da região, decretaram calamidade e puderam contratar bens e serviços sem licitação. A assessoria do prefeito ainda não se manifestou sobre o assunto. Ninguém da base do prefeito foi encontrado para comentar a questão.

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