Mario toma posse em Barra do Piraí
Foto: Divulgação.
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BARRA DO PIRAÍ

Atualizado às 11h35min.
A Procuradoria Geral da prefeitura de Barra do Piraí entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (13), contra a União e o instituto. O documento apresenta trechos do contrato assinado que solicita que os prazos sejam cumpridos. A ideia é garantir que a cidade tenha as 40 mil doses da Coronavac, acordada com o Instituto Butantan.
A iniciativa do município se deu depois da notícia de que o Ministério da Saúde levaria toda a produção da vacina e a cidade teria atraso para dar início a campanha de imunização. Por isso, o prefeito Mario Esteves disse que vai até as últimas consequências para que o Butantan cumpra o que foi assinado e forneça as doses à cidade.
A preocupação do prefeito é que, além da demora, Barra do Piraí receba apenas três mil doses, num primeiro momento. Sendo assim, o volume ficaria muito abaixo do pretendido. Isso porque, de acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Plano Nacional de Imunização (PNI) só terá início quando as doses chegarem a todas os municípios. O total seria de 8 milhões de unidades produzido pelo Butantan será repartido por todos os estados e municípios – o que prejudicaria Barra do Piraí, que já tinha se antecipado, inclusive, adquirindo 50 mil seringas e agulhas.
– Não acho justo que sejamos forçados a entrar, na marra, no Plano Nacional de Imunização, principalmente porque isso significa não saber sequer quando começaríamos a vacinar em nossa população. Temos um contrato assinado junto ao Butantan, com recursos empenhados, o que aconteceu antes da conversa do Ministério da Saúde, que, aliás, nem tinha interesse, a princípio, na CoronaVac. Ser prejudicados neste momento representaria continuar perdendo barrenses para a doença e eu não vou ficar de braços cruzados – garantiu o prefeito.
Esteves trabalhava com a previsão de começar o Plano Municipal, no máximo, nos primeiros dias de fevereiro. “O Ministério da Saúde poderia ter se antecipado, como fizemos aqui, mas a politização pela compra da vacina impediu que isso acontecesse. Agora, em cima da hora, querer tirar dos municípios e estados o direito e o dever de salvar vidas é algo inaceitável, até porque acompanhamos diariamente os desencontros do ministério em relação a dar informações claras sobre quando, exatamente, a vacinação vai começar. Esperamos que os ministros do STF tenham sensibilidade”, finalizou.

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