Atualizado às 21h49min.

VOLTA REDONDA
O primeiro passo para que o Hospital São João Batista seja administrado cem por cento pela secretaria de Saúde de Volta Redonda/RJ foi tomado. A decisão que autoriza a mudança, em primeira votação, aconteceu na noite desta terça-feira (11) durante a sessão plenária na Câmara Municipal. Por 14 votos a favor, Carlinhos Santana (SD) Rosana Bergone (PRTB) e Paulinho do Raio-X (MDB) votaram contra e 04 ausências, os vereadores aprovaram a medida.
A mudança consiste em autorizar a prefeitura transferir a administração do HSJB, que hoje funciona em regime de autarquia (independente) totalmente para a SMS. Na última coletiva de imprensa, o prefeito Samuca Silva (PODEMOS) comentou que o hospital onera a folha do município. Entre as medidas para economizar estava fazer a transferência da administração. O que resultaria em redução de custos, segundo o chefe do Executivo.
– Hoje temos que fazer duas licitações, uma do São João Batista e uma para o hospital do Retiro. Se unificasse teríamos mais poder de pedir descontos e reduzir custos. Isso é o que pretendemos – explicou Samuca, na ocasião.
O vereador Carlinhos Santana (SD) votou contra a mudança. Para ele, a medida dificultará a fiscalização, tanto da prefeitura quanto da Câmara. “Creio que é muita responsabilidade em cima de um único secretário. Não que ele não tem capacidade, mas vai sobrecarregar. Ainda mais, não tenho certeza de que não teremos prejuízos por parte dos funcionários com essa medida. Sem falar que a lei permitirá o prefeito remanejar quem ele quiser. Por esses e outros motivos votei contra”, frisou.
O vereador Fábio Buchecha (PTB) votou a favor da mudança. Ele acredita que a medida resultará em economia para a cidade. “Hoje temos médicos que só podem atuar no HSJB. Com a mudança esse médico poderá atender em todos os hospitais, quando estiver de plantão de folga, por exemplo. Sem falar da economia de poder comprar mais barato com uma licitação maior, que antes era feita separada”, justificou.
A resolução ainda precisa passar pela segunda votação para seguir para o prefeito sancionar. Não foi dito quando será a nova votação. Estima-se que ocorra ainda este mês.