Atualizado às 20h23min.


VOLTA REDONDA 

Com objetivo de esclarecer boatos que circulam pelas redes sociais, a direção do Hospital São João Batista realizou nesta sexta-feira (02), uma coletiva de imprensa, na sede da unidade, NO BAIRRO Colina, em Volta Redonda-RJ. Participaram da coletiva o diretor médico, José Geraldo Mattos, e da coordenadora médica da obstetrícia, Kátia dos Santos. Entre os pontos esclarecidos, a direção explicou que não obriga nenhuma gestante a realizar parto normal.

O diretor José Geraldo começou a coletiva explicando que não há, da equipe médica do hospital, uma obrigação de ser realizado partos normais.

– A gente tem recebido informações de que estão circulando boatos nas redes sociais sobre nosso funcionamento. E precisamos explicar que não há essa obrigatoriedade. Existem resoluções da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde que nós seguimos – afirmou, ressaltando que no HSJB metade dos partos são operatórios (cesariana).

Em 2016, aconteceram no hospital 2.075 partos, sendo 1086 cesáreas e 989 normais – 32 fetos morreram antes do parto (1,5%). Já em 2017 foram realizados 2.028 partos, sendo 1.054 normais e 974 cesáreas – com 29 óbitos de fetos (1,4%).

Em 2018, por sua vez, foram realizados até agora 341 partos, sendo 62% de cesarianas, com quatro óbitos de fetos. “Esses dados demonstram que não obrigamos ninguém a realizar parto normal. Nós trabalhamos através de protocolos do Ministério da Saúde. Há uma resolução do MS que diz que a meta é que no Brasil se realize 30% dos partos através de cesariana e 70% normal”, destacou, salientando que, segundo estudos técnicos, é mais seguro para a mãe e para o bebê o parto ser realizado de forma natural.

Segundo Kátia dos Santos, os procedimentos médicos são baseados no que é melhor para a paciente.

Quando fazemos a condução do parto normal, estamos seguindo protocolos dos principais órgãos de saúde. Pela legislação, toda mulher deveria ter parto normal. O parto operatório deveria ser emergencial. A mulher tem um canal natural para o parto normal e é muito melhor para mãe e para a criança – explicou, lembrando que nos países desenvolvidos a maioria dos partos é natural.

Segundo o Conselho Regional de Medicina, o limite para a gestante entrar em trabalho de parto para ter o filho de forma natural é de 42 semanas.  “Nosso prazo no hospital é ainda menor. Sendo de 41 semanas e três dias”, disse.

Ainda na coletiva, a direção da unidade explicou que toda morte de bebês na obstetrícia, é aberto uma sindicância interna para analisar o caso. “Nomeamos uma comissão para se fazer essa sindicância, analisando todo histórico do paciente. Após isso, encaminhamos esses documentos para o Conselho Regional de Medicina (CRM) que, de forma independente, analisa o caso”, destacou José Geraldo que disse ainda:

– Teve um caso mais recente, que inclusive a mãe registrou queixa na polícia, que também abrimos uma sindicância e decidimos, afastar a médica responsável pelo parto. Mas isso não quer dizer que ela seja responsável pelo óbito. A sindicância, que inclusive tem participantes externos, dará essa resposta”, finalizou José Geraldo. (Foto: Gabriel Borges)

3 COMENTÁRIOS

  1. Mas é uma vergonha a matéria dizer “Boatos” sendo que os fato estão todos aí. É sempre assim. eles acobertam o erro do outro.
    Nem sempre o parto normal e melhor! Eles deveriam ser mais humanos e nos tratar com educação. Pois a hora do parto da medo. Não sabemos o que pode acontecer. Não sabemos o que fazer direito, como devemos agir, por medo de algo errado acontecer, pela dor, e eles nos tratam com ignorância. (A maioria pelo qual fui atendida).

  2. Que absurdo! Boato nd… existem histórias terríveis… e a grávida que morreu a uns tres anos… a médica que a atendeu continua clinicando normalmente…

  3. Tenho gêmeos, e se não apelasse aos meus amigos de lá iam forçar o parto normal! Isso é um absurdo! Mentira deslavada. Caras de pau!

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