Atualizado às 22h13min.


VOLTA REDONDA

No primeiro dia útil de 2018 começará funcionar o Hospital do Idoso, Munir Rafful. Muita gente questionou o fato do nome ser o mesmo do hospital do Retiro, mas a prefeitura tem uma explicação. Segundo o prefeito, motivo jurídicos, orientado pelo Ministério da Saúde, obrigaram a prefeitura manter o nome e o vínculo com o Munir Rafful do outro lado da cidade.

Na inauguração da unidade, ocorrida na tarde dessa quarta-feira (27), contou com a participação da maioria dos vereadores da Câmara, incluindo Carlinhos Santana, que faz oposição ao atual governo. Os secretários, assessores, dirigentes de autarquias e a inusitada presença do ex-deputado federal Zoinho e o vice-prefeito de Piraí, Chiquinho Perota estiveram na inauguração.

O secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, explicou que o hospital não funcionará de “portas fechadas”. Em resumo, os pacientes acima de 60 anos continuarão a receber atendimento na rede e serão encaminhados para especialidades cirúrgicas e ambulatoriais no novo hospital. “Aqui será um braço do Hospital do Retiro. Vamos preencher uma lacuna que faltava que era o atendimento exclusivo para terceira idade. Os pacientes viram por meio da regulação da saúde. Não adianta vir buscar atendimento aqui, não poderá ser assim. A equipe que vai atuar aqui serão funcionários remanejados, mediante a demanda de pacientes”, explicou.

(EVANDRO FREITAS)

O prefeito disse que terão 17 leitos de imediato. Segundo ele, a expansão se dará gradativamente, obedecendo um plano. “Muitos idosos voltaram a usar o SUS por falta de condições para pagarem um plano de saúde. O projeto do Hospital do Idoso está sendo acompanhado por técnicos do Ministério da Saúde, do mesmo jeito que será no Santa Margarida (o antigo hospital comprado pela prefeitura que será adaptado para ser um hospital de especialidades em 2018). Estamos dentro das possibilidades da prefeitura. Aqui primeiro e segundo andar, depois vamos ampliar para o terceiro, uma coisa de cada vez”, destacou Samuca, explicando que há custo para cada leito que o hospital oferecer a mais.

Para o presidente da CMVR, Sidney Dinho (PEN), os vereadores estão fazendo a parte deles e que existe uma respeitosa parceria entre os poderes. “Vejo que o secretário Alfredo se emocionou ao falar do projeto e percebemos que ele se envolveu como profissional, mas como ser humano também. Isso não tem preço e é fundamental no serviço público. Pensar no próximo. A Câmara tem apoiado as boas ações da prefeitura em prol da população e será sempre assim”, afirmou.