Atualizado às 00h15min.


VOLTA REDONDA

Os vereadores aprovaram, por unanimidade, na sessão dessa segunda-feira (27), o pedido de autorização para que a prefeitura participe dos leilões de venda dos prédios do Hospital São Camilo (Vila Santa Cecília) e do Hospital Santa Margarida (Niterói), em Volta Redonda-RJ. O projeto foi votado em regime de “urgência e preferência”. Todos os vereadores votaram a favor. Com exceção do presidente, Sidney Dinho (PEN) e Novaes (PP) que não participaram da sessão.

A resolução autoriza a prefeitura concorrer no leilão que acontece nessa terça-feira (28), do prédio e equipamentos do Hospital da São Camilo. O leilão começará com o lance de R$ 3 milhões. A expetativa, segundo o projeto, é que o imóvel seja arrematado pelo valor de R$ 6 milhões.

O leilão do Hospital Santa Margarida, fechado a quase quatro anos, ainda não tem data definida. O valor final anunciado pelos donos está em R$ 12,3 milhões. A prefeitura espera arrematar o hospital em R$ 11 milhões.

Segundo o documento aprovado, os recursos para compra viria dos cofres da prefeitura e da arrecadação do Refis. A negociação seria paga 60% à vista e 40% dividido em 60 vezes, a ser corrigido pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), calculado pelo IBGE mensalmente.

Jari (PSB) criticou mais uma matéria votada em regime de urgência e preferência. “Fico preocupado por mais uma vez uma matéria importante ser votada dessa forma. A matéria chegou na Casa às 17h da tarde de hoje (27). Mesmo assim creio que será bom para população por isso vou votar”, enfatizou.

Granato (PTC), líder do governo na Câmara, rebateu dizendo que é a oportunidade de adquirir um bem para o município. “A maior parte do recurso vem do Refis que votamos várias vezes nessa Casa. Sem falar do ganho de equipamentos que virão com a aquisição. O passivo será eliminado na compra. Sabemos que não teremos condições de equipar os dois hospitais de imediatos. Será preciso um prazo para colocar em funcionamento”, lembrou o parlamentar em justificativa do voto. Disse ainda que o Governo do Estado precisa ajudar o município diante dos novos espaços de saúde, caso sejam adquiridos pela prefeitura.

Maurício Pêssoa (PSC) ironizou ao comentar que os “municípios vizinhos investem em ambulâncias para transportar os pacientes para Volta Redonda” e a cidade investe em estrutura para receber. Diferente de Carlinhos Sant’Anna (SD), na oposição declarada, criticou que a cidade estaria com deficiências em outras unidades, como o Hospital do Retiro. “Sou a favor que se melhore o atendimento na cidade, mas as obras de reforma para mais 75 leitos no Hospital do Retiro estão paralisadas. Esses dias faltava antibiótico lá e álcool no Hospital São João Batista. Torço para que dê certo, mas é preciso ter pé no chão e que a qualidade de outras unidades não caia por conta disso. Esses novos espaços vão demandar investimentos e custos para a prefeitura. Precisamos ter pé no chão para não ficar sem recursos”, analisou.

Edson Quinto (PR) rebatou as críticas ao afirmar que a cidade será pioneira em abrir as unidades. “Sou a favor e Volta Redonda pode ser uma das poucas cidades do Brasil  e ter um Hospital do Idoso. Sem falar que para atender nossa demanda, que 35% vem de fora da cidade. Isso pode ajudar a desafogar nossos hospitais”, destacou. Paulinho do Raio X (PMDB) fez questão de parabenizar o prefeito Samuca Silva (Podemos) pela “coragem”. “Esses hospitais a várias eleições são assunto de campanha. Vou votar sempre com a saúde e pela população. Sem falar que só de equipamento tem uma fortuna nessas unidades que poderão ser usadas em prol da saúde de muitas pessoas”, finalizou o parlamentar.